30 de nov. de 2008

um boteco porto-alegrense, por favor?


Apreciadora de botecos como sou, peno por morar numa cidade como Porto Alegre. Além de dispor de pouquíssimas opções, ainda tenho que agüentar os pretensos "botecos cariocas" pipocando pela cidade. Tudo bem que é uma benção poder tomar um bom chopp Brahma sem quebrar a cabeça para lembrar onde ir para matar a vontade. Mas é dose ir num bar que se diz "carioca" com leão-de-chácara na porta anotando o nome dos clientes em uma comanda (isso às 5 horas da tarde!!) e garçom querendo empurrar um novo chopp quando ainda tem 1/3 de líquido no meu copo. Esse pessoal acha que é só botar umas frases espertinhas ou letras de clássicos do samba na parede (o Nito fez isso há muito tempo), um DVD de pagodão a tocar, escondidinho de camarão no cardápio e um bando de garçons mal treinados enfiando chopp goela abaixo para se autoproclamar "boteco carioca".

Menos, bem menos. Por que não tentam encontrar a essência do que poderia ser um típico boteco porto-alegrense, ao invés de ficar tentando imitar o estilo dos outros? Não vão chegar perto nunca. Era preciso estar a bem menos quilômetros do litoral, era preciso muito mais simpatia, muito mais chiado e empadas de camarão com catupiry, sem falar na carta de cachaças, que ninguém ainda pensou em oferecer. Me parece tudo tão falso, tão forçado, tão mal copiado, que dá um desânimo.

Mas enfim, nem tudo é tragédia. O Natalício, que fica na divisa entre o Centro e a Cidade Baixa, até consegue impor uma certa autenticidade. Ali toma-se um ótimo chopp a bom preço e come-se petiscos dignos dos bons bares cariocas. Ontem me arrisquei num pedido inusitado: uma coxinha de galinha, sem igual em Porto Alegre, segundo eles. E estão certos. Enorme, sequinha, a massa tipo "risólis do Limuta" (é preciso ser guaibense e ter mais de 30 anos pra entender), bom mesmo. O escondidinho é outra excelente pedida, e o sanduíche de filé com gorgonzola também. O segredo é mostrar desde o início quem manda: diga ao garçom que ele só deve servir um novo chopp quando você pedir. Aí é só curtir.

O que decepcionou mesmo foi o tal Dona Neusa, que ocupa a casa onde por tantos anos funcionou o Cult (que se mudou para o Moinhos). No pouco tempo que ficamos lá, quiseram nos enfiar um chopp com 2/3 de colarinho (sem colarinho não dá, mas só espuma também não, né?), acharam ruim quando pedimos para trocar e já vieram nos empurrando chopp quando não tínhamos terminado os nossos. Lá dentro estava rolando um samba ao vivo, mas para entrar era preciso passar por um detector de metais. Isso às 5 da tarde. Pode? Nem no Rio, a terra do tráfico de drogas e de armas, das favelas e das balas perdidas, existe isso. Deprimente. Possivelmente daremos uma nova chance ao Dona Neusa, talvez à noite, quando parece mais propício a uma badalação. Mas a primeira impressão foi péssima.
Em suma, tudo o que eu queria era ir num bom boteco porto-alegrense em Porto Alegre, num bom boteco paulista em São Paulo, num bom boteco carioca no Rio, e assim por diante. Parem de ficar copiando (mal) e criem, façam algo autêntico. Mas com chopp Brahma, se não for pedir muito.

25 de nov. de 2008

a decadência de um ator e de uma revista

Essa semana li a Veja mais lamentável que já caiu em minhas mãos. Na capa, a cara bem grandona do ator Fábio Assunção e a manchete: a luta de Fábio contra o vício da cocaína. Meu pior lado - aquele bem fútil, sedento por mexericos sobre celebridades - não resistiu e preferiu a revista à Zero Hora (e há muita diferença?). A matéria era uma das piores coisas que já li na vida, dedicada a expor os problemas que o cara vem tendo com as drogas. Na falta de fatos concretos e de depoimentos de amigos ou familiares (anônimos que fossem, mas nem isso), até a trama da novela das seis eles se prestaram a contar. Pura falta de assunto. Achei tão baixo, como se nada mais importante estivesse a acontecer no mundo, que o pouco conceito que eu ainda tinha da Veja caiu a níveis negativos.

E o mais incrível: hoje fui na manicure e, como de praxe, me deleitei com a última edição da revista Quem. A capa era a respeito do mesmíssimo assunto: Fábio Assunção e sua via-crúcis para se livrar das drogas. Mas não é que... a matéria era infinitamente melhor que a da Veja? Siiim, a Veja conseguiu se sair pior que uma revista de fofoca, com o mérito de esta ser assumidamente de fofoca, sem pretensões sociopolítico-econômicas.

Até onde vai esta nossa célebre publicação? Poderia ela se igualar ao que de pior existe no lucrativo segmento da imprensa marrom? Sim, porque não há outra explicação a não ser essa, o lucro. Afinal, assim como eu, quem resiste à tentação se saber por que o Fábio Assunção deixou o elenco de Negócio da China?

Well, dessa história toda, só posso lamentar uma coisa, além da decadência da Veja. O Fábio Assunção deveria estar interpretando o Dodi, que acabou nas mãos do Murilo Benício em A Favorita, a qual, eu admito, assisto quase todos os dias. Eu sempre quis ver o Fábio fazendo outro vilão depois do memorável Renato Mendes de Celebridade. Mas a alta cúpula da Globo, sabendo dos problemas do rapaz, não quis correr o risco de colocá-lo no horário nobre. Terminou fazendo par romântico com a Grazi na novela das seis. Putz! Só podia se afundar mesmo!

Vou ficar torcendo para que tudo dê certo com o Fábio Assunção e que logo a gente possa ter aqueles belos olhos azuis nas novelas globais, e de preferência como um adorável vilão!

16 de nov. de 2008

restaurantes favoritos (parte V): Baumbach Ratskeller

Ontem fomos ao alemão Baumbach Ratskeller, um dos melhores do gênero em Porto Alegre. É um dos restaurantes que mais freqüentamos, porque lá não tem erro: atendimento primoroso, comida excelente, preço razoável (querendo, dá pra gastar uma baba, mas a gente sabe como passar bem sem estourar o orçamento da noite).

Começamos a ir mais vezes no Baumbach depois que eles adotaram o prato soft. A idéia, que vem ganhando outros adeptos na cidade, é simples: uma versão menor dos pratos individuais para os menos esfomeados. A questão é que os pratos que, supostamente, são para uma pessoa, servem duas tranqüilamente. Quando não dá pra dividir, o resultado é desperdício de comida e conta astronômica. O prato soft acabou com esse problema. Os mais gulosos podem achar que não vai ser suficiente, mas eu aconselho experimentar. O preço é 1/3 menor e a porção é o que eu chamaria de normal, pois a individual "tradicional" é que é exagerada.

Descoberto o prato soft, o Baumbach entrou para o nosso top 10. É um lugar legal para ir quando se quer fazer um programa mais sóbrio (mas não sem álcool, claro). Não espere um lugar cool, descolado: o Baumbach é caretíssimo, a começar pela decoração, toda em madeira escura e com imensas e realistas telas retratando diferentes tipos de flores. É freqüentado por pessoas mais velhas, casais maduros com filhos criados. É comum que grupos de amigos dessa faixa etária se encontrem lá, em mesas de 8, 10 pessoas.

Assim, para curtir o Baumbach, o objetivo tem que ser passar bem. Ontem, estávamos com esse espírito. Queríamos simplesmente um bom lugar para jantar. Ajudou na escolha o fato de que a única bebida que estava me apetecendo era a cerveja de trigo da Eisenbahn. Lá tem, sempre geladíssima, servida em um copo lindo e de um jeito todo especial, que deixa uma espuminha cremosa.

Para comer, decidi inovar. Lá eu já tinha comido peixes, filés, massas, vitelas... ontem arrisquei e pedi uma marreca ao molho de laranja. Nunca tinha comido marreca. Não me arrependi, estava uma delícia. Mas, da próxima, acho que vou voltar a apostar nos peixes, que são o melhor da casa, na minha modesta opinião. O Fredo, mais conservador, pediu a tradicional salsicha bock com chucrute e salada de batata. Como (quase) sempre, dispensamos a sobremesa, até porque, antes do jantar, detonamos o ótimo couvert. Com tanta comida, sem chance para a sobremesa.

É isso: se a idéia for um excelente jantar, invista no Baumbach Ratskeller sem medo.

15 de nov. de 2008

valsa para uma noite

Assisti a "Antes do Amanhecer" há muito tempo. Embora não tenha entrado na lista dos meus dez mais, deixou uma marca, pois nunca esqueci daquela história de amor vivida em um dia só (quando não gosto de um filme, deleto-o da memória sem piedade).

Ontem passou na TV a continuação, feita nove anos depois, chamada "Antes do Pôr-do-sol". Assisti à revelia do Fredo, que não estava nem um pouco interessado no blábláblá do casal. Ainda bem, caso contrário não teríamos visto a cena em que Cèline, personagem de Julie Delpy, canta "A Waltz for a Night" para Jesse, de Ethan Hawke.

Só essa cena já justifica o filme, que, aliás, me pareceu tão bom ou melhor que o primeiro, com uma interpretação tocante de Julie (nem tanto do Ethan, mas nada que comprometa). A letra da valsa fala do dia que eles passaram juntos em Antes do Amanhecer. De arrepiar.

28 de out. de 2008

quando um livro é bom (Travessuras da Menina Má)


Quando leio um livro bom, me dá uma felicidade... acho que falei coisa parecida em outro post. É que não posso me furtar de comentar sobre o último livro que devorei, digo, li. A Americanas.com me entregou em tempo recorde os três títulos encomendados - um deles, sobre lendas da mitologia grega, foi de presente para meu sobrinho de 9 anos, a pedido dele. Não é um fofo? - e eu peguei para ler na mesma hora Travessuras da Menina Má, de Mario Vargas Llosa. Há tempos queria ler algo deste peruano, que eu vim a descobrir, lendo a orelha do livro, que chegou a ser candidato a presidente de seu país. Perdeu para o tirano Fujimori. Daí dá pra entender as críticas que permeiam a narrativa de "Travessuras ".

Não vou fazer um resumo do que li - há críticas e resenhas aos montes na web -, mas ao desafortunado que ainda não teve a oportunidade de conhecer a história da menina má e do bom menino, quero apenas deixar aqui a minha mais entusiasmada recomendação. É uma jóia rara. Provoca no leitor uma verdadeira catarse, é possível sentir as emoções dos personagens, de tão reais e humanos que são. Uma história de amor às avessas que daria um filme daqueles. Aliás, não posso acreditar que ninguém tenha pensado nisso ainda. Por via das dúvidas, melhor ler antes que Hollywood estrague a surpresa.

Comprei Travessuras da Menina Má influenciada por um título delicioso e por um escritor renomado de quem nunca tinha lido nada. Decisão impulsiva, porém acertadíssima. Estava mesmo precisando de um aperitivo pra me abrir a fome. Às vésperas da Feira do Livro de Porto Alegre, estou louca pra devorar tudo o que vier pela frente.

26 de out. de 2008

bodas de madeira

Ontem completamos, Fredo e eu, 5 anos de casados. O tempo passou rápido nisso também. Embora estejamos juntos há muito mais tempo – quase 12 anos –, foi no dia 25 de outubro de 2003 que assinamos o papel e nos tornamos marido e mulher. A gente nem precisava ter se casado, porque morávamos juntos e a lei certamente já consideraria nossa relação estável. Mas tinha um problema. Eu não conseguia deixar de chamá-lo de namorado. E isso era ridículo, pois àquela altura, namorados já não éramos há um bom tempo. Mas eu simplesmente não conseguia. Ele não me chamava de namorada, mas de mulher ou esposa também não, eu acho. Homem tem a vantagem de poder falar “minha guria”, era assim que ele falava para amigos ou colegas de trabalho que não me conheciam. Só que eu não podia chamá-lo de “meu guri” sem parecer que estava fazendo alusão à música de Chico Buarque. Ninguém chama namorado de “meu guri”, “meu homem”...

Nosso casamento foi super simples. Bonito, quase singelo. Escolhemos um espaço para festas na rua Dona Laura e ali tudo se deu. Não esbanjamos, só o essencial. Não teve igreja, mas teve uma benção dos meus pais, aproveitando o fato de eles serem católicos praticantes e minha mãe, uma ex-freira. Compareceram cerca de 80 pessoas, ou quase a totalidade de convidados. Os padrinhos foram nossos amigos mais queridos e próximos. As músicas foram selecionadas a dedo. Por meses nos dedicamos a vasculhar nossos CDs (em uma era pré-eMule) e a escolher o que o DJ do lugar - nada confiável - iria tocar. Isso deu um toque superpessoal à festa, muita gente percebeu que aquelas músicas não estavam tocando à toa. Na entrada dos padrinhos, a trilha foi In My Life, dos Beatles. Na entrada da noiva, Wave, na voz de João Gilberto. A valsa, nada ortodoxa, foi Te Solté la Rienda, na interpretação dos mexicanos do Maná. Na hora do brinde, foi a vez de Gracias a La Vida, cantada por Elis Regina. Arrepios...

Estávamos muito felizes. Reunir familiares e amigos para festejar nossa união deixou-nos extasiados. Acho que, se fosse casar hoje, faria muitas coisas de maneira diferente, principalmente a escolha dos fornecedores, pois nem tudo me agradou. Ou, provavelmente, nem casasse. Colocaria uma aliança na mão esquerda e pronto. Mas, aos 25 anos (a idade que eu tinha quando resolvemos casar; o casório foi 11 dias depois do meu aniversário de 26), não conseguia conviver com a idéia de nunca passar por esse rito de passagem, apesar de jamais ter sido o grande sonho da minha vida. Mas, naquele momento, achei que valeria a pena. Ainda bem que pensei assim.

Pena que não deu pra comemorar direito nossas bodas de madeira. Foi um final de semana chuvoso e eu ainda estou um tanto convalescente. Acho que ano que vem, em nossas "bodas de perfume", daremos uma festa. Quem sabe? De novo, é claro, com músicas escolhidas a dedo.

11 de out. de 2008

evidências físicas

Entre as mudanças que a entrada na quarta década de vida trazem (embora esteja longe dos 40, me dei conta de que já vivi três décadas inteirinhas), as mais contundentes são as evidências físicas. Afinal, é o corpo que envelhece. A cabeça é fácil manter jovem, tenho certeza de que terei uma mente jovem sempre. Mas são as infalíveis evidências físicas que me põem louca. Por mais que a indústria da cosmética e da estética invente técnicas milagrosas, tudo o que se fizer apenas protelará o que fatalmente virá. E já está vindo.

A facilidade que eu tinha de emagrecer já não é mais a mesma. A pele - sempre tão boa! - está diferente. Umas manchinhas começam a aparecer, ruguinhas também. As pálpebras já estão meio caídas (minha dermatologista disse que é uma predisposição genética e que botox resolve. Aff...). As gorduras localizadas se instalaram com usucapião. As articulações insistem em dar o ar da sua graça (antes eu nem lembrava que tinha joelhos!). Até mesmo o sono - eu, a dorminhoca-mor - mudou, as costas começam a doer depois de 10 horas na cama e acordar às 7 horas nem é tão difícil assim.

E o corpo? Ah, o corpitcho... esse que sempre foi meu grande trunfo, o responsável por minha auto-estima, um dos poucos aspectos físicos em que Deus (ou a genética?), caprichosamente, me favoreceu... tem prazo de validade e dá os primeiros sinais de que vai me deixar na mão. Tudo o que antes eu me orgulhava de não ter - ou de ter pouco - culote, celulite, flancos... tudo começa a aparecer por aqui.

Ginástica, dieta, creme hidratante, esfoliante, drenagem linfática... tudo paliativo. É como eu disse num post no dia 10 de abril: "Faça dieta o resto da vida se não quiser engordar. Caso contrário, você engordará. Faça ginástica o resto da vida para não despencar tudo. Caso contrário, tudo despencará. E conforme-se, pois, mesmo fazendo tudo isso, você pode até não engordar, mas um dia, tudo despencará." É bem assim.

Daí a gente chega num outro assunto: as intervenções cirúrgicas para fins estéticos. Nunca fui contra, e nem poderia, afinal, corrigi as orelhas de abano com apenas 14 anos. Me incomodavam, fui lá e mudei. Por que iria me conformar com uma brincadeira de mau gosto da genética? Minhas orelhas são naturais agora, antes é que eram erradas. O mesmo vale para outros tipos de correção. Com bom senso, sem exageros, na idade certa, acho totalmente válido.

É por isso que decidi adiar mais um pouquinho o inevitável. Enquanto for considerada jovem, quero parecer jovem, não apenas ser. Depois que eu não for mais jovem... sei lá, mais tarde eu vejo. Pra essas coisas a gente tem que ser meio imediatista. Se mal estou dando conta dos 31, que dirá do que vem depois.

8 de out. de 2008

de repente 31


Semana que vem é meu aniversário. 31. A cada ano que passa eu detesto mais essa data. Começou quando eu tinha uns 24, 25. Já naquela época eu sentia a pressão de estar chegando perto dos 30. Agora que estou mais perto deles do que nunca (ops! estou passando por eles!), constato que o tempo é inexorável, implacável e totalmente indiferente ao meu sofrimento. Um sofrer acanhado, é verdade. Nada que me faça chorar, me escabelar. Mas é um sofrimento que sempre me pega de jeito. Em algum momento do dia eu lembro que o tempo não pára. Que eu já não sou mais uma guria. Que sou indubitavelmente adulta, tão adulta que já tenho idade para ser mãe, comprar carro, financiar apartamento, aplicar botox.

Vivo um estranho paradoxo entre a menina e a mulher. Às vezes sou uma, às vezes outra. O fato é que não me agrada essa idéia de ser adulta, mulher, senhora, tia. Parece que, internamente, essa transição está acontecendo só agora, tardiamente, eu diria. É uma ambigüidade que me acompanha o tempo todo, está presente nas coisas que falo, penso e faço. E sinto.

Uma das razões é que eu não fiz muita coisa que normalmente se faz antes dos 30. Não cruzei o Atlântico, não fui garçonete num pub inglês, não morei sozinha, não fui a Porto Seguro (ufa!) ou a Bariloche com a turma do colégio, não tomei bala em rave. Por outro lado, sou nova para ter feito certas coisas que já fiz. Dos 20 aos 30 eu me formei, abri duas empresas, fiz uma pós, fui presidente de entidade empresarial, casei, parei de fumar... Alguns dirão que é típico da idade: nem tão jovem a ponto de não ter um passado, uma história, mas com muita vida pela frente. Nem 8 nem 80. 31.

Uma outra nuance desse negócio de passar dos 30 são as evidências físicas. Mas isso eu vou guardar pra falar num próximo post. Espero que esses momentos de reflexão me ajudem a enfrentar mais um aniversário!

4 de out. de 2008

shows da minha vida

Este post eu fiz inspirada pela Martha Medeiros, que escreveu em seu blog sobre os muitos shows que já foi na vida. Achei legal e resolvi copiar, só pela diversão de tentar lembrar os que eu já fui. É claro que a minha lista nem se compara à dela, um dia eu chego lá...

Tudo começou com shows dos Menudos e do Dominó, mas graças a Deus as pessoas crescem, evoluem e finalmente conseguem discernir entre o bom e o ruim. E apesar de alguns tropeços nesses meus quase 31 anos de vida, só tenho boas histórias para contar. Tentei colocar numa ordem cronológica, mas foi impossível. Tem alguns que eu nem lembro quando foram. Procurei não deixar nada de fora, mas é claro que não incluí os shows de bandas cover que assisti nas festas do clube Itapuí, no Opinião e nos bares da vida. Vamos a ela:

Cascavelletes: com apenas 12 anos conferi a performance da lendária banda gaúcha cantando os hits “Menstruada” e “Nega Bombom”. Foi no clube da Riocell, em Guaíba, e foi a primeira vez que saí sozinha de noite!!! Nossa, que precoce...

Rosa Tatooada: pode? Foi também no clube da Riocell e só lembro que o cara da banda abaixou as calças e mostrou a bunda pro público. Nojento. Nem merecia estar na lista, mas já que a intenção é relembrar, vamos agüentar também os maus momentos.

Gabriel O Pensador: devia ter uns 16 anos e fui sozinha! Descolei o ingresso de graça com a mulher do dono do Opinião, que dava aula em Guaíba na época. Eu adorava o cara e aquelas músicas que, de certa forma, traduziam as coisas que eu pensava.

Jorge Benjor: em Passo Fundo, com a Fê e a Michele. Acho que isso foi em 1994 ou 1995... certamente éramos menores. E aprontamos todas nessa viagem!

Legião Urbana: show antológico de 1994 em uma das maiores lotações da história do Gigantinho. O Sandro foi meu parceiro na empreitada. Quase fui esmagada e um cara mijou na minha perna, mas nossa, como valeu a pena!

Fernanda Abreu: na primeira edição do Planeta Atlântida, em 1996. Óbvio que foi a primeira e a última vez que fui ao evento. Detalhe: passei mal e desmaiei no meio do show da mulher. Mas acho que a culpa não foi dela. Depois a vi novamente no Opinião.

Lulu Santos: mais um momento de fraqueza... eu até curto o Lulu, mas daí a ir num show... e no Gigantinho! Acho que foi em 1996 e não curti muito.

Planet Hemp: também no Opinião, com ingresso descolado na rádio Ipanema, onde eu fazia estágio na época, ali por 1998. Mas não agüentei o peso do som e nem os teens maluquetes da platéia (e olha que eu tinha só 21 anos) e fui embora antes da metade do show.

IRA!: fui ao show do disco Isso é Amor, que eu adoro. Foi no Opinião, com a companhia de Fredo, Isadora e Fi. Ainda bem que eu fui, porque infelizmente o Ira! acabou.

Papas da Língua: o Fredo jura que nós fomos a um show deles no Salão de Atos da UFRGS. Eu não lembro!

Hard Working Band: esse eu lembro e foi demais. No Salão de Atos da UFRGS lotadíssimo. Mais uma boa banda gaúcha que se acabou.

Nei Lisboa: perdi as contas de quantos shows do Nei eu fui. Acho que uns cinco. Três só no Theatro São Pedro. Destaque para o show do disco Hi-Fi, que eu adoro.

Djavan: já gostei demais de Djavan, hoje não sou mais tão entusiasmada. Mas valeu vê-lo ao vivo no Teatro do SESI.

Luiz Melodia: esse negão é algo. Foram dois shows, no SESI – só sucessos, o máximo – e esse ano no Bourbon Country, do disco Estação Melodia, só de sambas antigos. Muito, muito bom.

Titãs: assisti duas vezes, a primeira naquele Planeta Atlântida de 1996, e confesso que nem lembro direito (deve ter sido depois do desmaio). A segunda vez foi num ótimo show do disco acústico, no Teatro do SESI.

Rita Lee: só vi a rainha do rock uma vez, naquele primeiro e único Planeta Atlântida. Não lembro muita coisa, mas uma eu jamais esquecerei: da mulher nua que desfilou no palco enquanto a Rita cantava Miss Brasil 2000. Aquilo chocou, ninguém esperava. Muito tempo depois eu descobri que a primeira Miss Brasil 2000 foi a Adriana Calcanhotto, num show da Rita no Gigantinho. Pode?

Eric Clapton: no Olímpico. Foi uma droga. Assim como a Martha Medeiros, fiquei lá longe e não me conectei com o cara. Dinheiro posto fora.

Maria Rita: linda, maravilhosa, rainha. O show, no Teatro do SESI, foi impecável. Era o lançamento do primeiro disco, Maria Rita, em 2005.

Lenine: eu e a Dani compramos ingresso para o mezanino do Teatro do SESI, mas o show não lotou. Tivemos a sorte de encontrar uma amiga minha que era assessora de imprensa da TIM, que promovia o show. Ela ficou com peninha e nos colocou na platéia baixa, bem pertinho do pernambucano arretado!

Gilberto Gil: vi o ex-ministro pela primeira vez num show no Salão de Atos da UFRGS do disco Quanta, talvez o mais difícil de digerir de toda a carreira dele. E assim foi o show. Mas o do Kaya N’ Gan Daya, em que ele canta músicas do Bob Marley, foi ótimo! E acreditem, foi no Araújo Vianna!

Marisa Monte: fui a três shows da Marisa, dos discos Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão, Barulinho Bom e Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Eu a amava muito, hoje nem tanto, mas enfim, é Marisa Monte, não é?

Chico Buarque (As Cidades e Carioca): foram dois shows inesquecíveis do meu maior ídolo. O primeiro, em 1999, eu só consegui ingressos para a última fila do mezanino do Teatro do SESI. Ou seja, vi o Chico a uma distancia de mais ou menos... 1 km, talvez mais. O segundo, em 2007, assisti da platéia alta do mesmo teatro e foi tudo, tudo de bom.

Paralamas do Sucesso: no Rio de Janeiro, com o Romualdo e a Ciça, assistimos ao primeiro show do Paralamas depois do acidente do Herbert Vianna. Foi no Credicard Hall.

Theddy Correa: cantando Lupicínio Rodrigues no Theatro São Pedro. Escolhi esse show para comemorar nosso aniversário de dois anos de casamento. Foi bonito, mas me chamou a atenção os vários erros cometidos por Theddy. Acho que ele não tinha ensaiado direito.

Seu Jorge: adoro esse negão, mas o show não foi muito legal. Era a primeira vez que eu pisava no Teatro do Bourbon Country, em 2007, e por muito tempo eu culpei o próprio teatro pelo fracasso do show, porque o som era alto demais. Mas hoje eu acho que o problema foi o show mesmo, era a estréia da turnê e eles não estavam entrosados.

Ney Matogrosso: o show Inclassificáveis foi o presente da RBS para convidados VIPs em 2007. Como presidente da AJE, lá estava eu, lépida e fagueira. S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!

Karine Cunha: minha professora de canto merece e muito estar nessa lista. Fui a dois shows do disco Epahei!, no Teatro do SESC e no Teatro Novo do DC. Linda e talentosa!

Quarteto em Cy: as quatro baianas que fizeram história na MPB estiveram em Porto Alegre em 2008. É claro que eu estava lá.

Fernanda Takai: show do disco Onde Brilhem Os Olhos Seus, primeiro trabalho solo dela. Foi esse ano no Bourbon Country. Fofa!

Adriana Calcanhotto: show com gostinho de vitória. Consegui entrar na lista de convidados da própria Adriana depois de não conseguir ingresso pelas vias normais dos espetáculos do Porto Alegre em Cena. E não é só porque eu queria muito assisti-la. Foi simplesmente indescritível. Adri é minha deusa.

Madonna: tô precisando incrementar a lista de shows internacionais ASAP! Isso vai começar logo mais, em dezembro, no show da Madonna em São Paulo!

20 de set. de 2008

maré de sorte

Consegui. Depois de praticamente me conformar de não ir ao show da Adriana Calcanhotto, apelei para o improvável: a piedade da produção dela. E não é que deu certo? Pois é. Mandei um e-mail e contei toda a minha história triste (e verdadeira) que me impediu de acessar o site do Poa em Cena ou de chegar no Gasômetro a tempo de comprar os ingressos.

Logo no outro dia veio a resposta. Eu deveria ligar no dia 18 para uma outra pessoa que talvez pudesse me conceder dois convites. Fiquei empolgada pelo simples fato de ter recebido aquele e-mail, embora achasse difícil que alguma coisa saísse dali. Mas não ia deixar de tentar, é claro. Liguei no dia combinado e me pediram para ligar de novo no dia seguinte, pois ainda não era possível saber se haveria convites disponíveis. Quando liguei, pasmem: "ok Fernanda, vá lá hoje, me liga às oito e meia que eu digo pra você onde os convites vão estar". CARACA! Eu estava na lista de convidados da Adri. Um envelope com o meu nome e dois ingressos dentro me esperava. Primeira fila da platéia alta.

Não sei o que dizer do show. Apenas que está no meu Top Five. Que foi divino. Que Adriana Calcanhotto é um ser superior, não é desse mundo. É deusa. E também que ela cantou uma música do Guilherme Arantes. Ela também! Eu cantei Coisas do Brasil. Ela cantou Meu Mundo e Nada Mais. Nós duas cantamos Guilherme Arantes no mesmo dia. Temos, afinal, algo em comum.

Esse episódio só reforça alguns ditos populares, como "a esperança é a última que morre", "quem espera sempre alcança", "sou brasileiro e não desisto nunca". E me deu também um alento. Minha performance ontem no sarau deixou a desejar. Fiquei extremamente nervosa e as coisas não saíram tão bem quanto nos ensaios. Fiquei desapontada. Mas não vou desistir nem me deixar abater. Vou seguir em frente nas coisas que gosto. Mesmo que não importe pra mais ninguém. Mesmo que seja só pra mim.

A foto ali em cima é de Fernanda Chemale / Divulgação PMPA.

16 de set. de 2008

cantar pra quê?

Essa semana estou me preparando para fazer algo muito legal. Minha professora de canto, Karine Cunha, e o marido dela, Marcos Bonilla, vão promover um sarau de canto e violão na Palavraria Livraria e Café, ali na Vasco da Gama. Vai ser uma espécie de despedida deles, que estão indo passar uns meses no Nordeste para fazer shows e mostrar o excelente trabalho que desenvolvem como músicos.

E eu, aspirante a reles mortal que canta, estou ensaiando (menos desesperadamente do que na época do casamento da Fê e do Ricardo, é verdade) umas músicas para apresentar aos convidados. Serão 3,3 músicas, isso porque serão três inteiras e 1/3 de outra, já que dividirei os vocais com outras duas alunas.

Estou ansiosa, mas até que nem tanto. Acho que sempre esperei por um momento desses, de tanto que gosto de cantar. Chega uma hora que cansa ficar cantando só no chuveiro. Ainda mais depois de quase dois anos de aulas. A evolução é visível, ou audível. É claro que continuo sendo uma reles mortal, mas uma reles mortal afinadinha.

O fato é que cantar - bem ou mal - me faz bem. Hoje, ouvir minha própria voz me faz bem. Antes eu tinha vergonha, não cantava alto, não sabia se podia, se conseguiria. Agora não, sei que posso fazer uma porção de coisas. Ainda tenho os diabinhos que me acompanham, que me impedem de, às vezes, alcançar as notas que eu sei que alcanço, ou de sustentar uma nota por mais tempo, ou de ter ar suficiente pra cantar uma frase até o fim... mas aos poucos estou superando isso.

Aí eu (e muita gente que sabe que eu faço - e pago! - aulas de canto) me pergunto: pra quê? Não, não pretendo virar cantora. Too late. Não sei se essa pergunta tem resposta. É como tentar explicar porque eu tenho esse blog. Quem o lê? Não faço muita idéia. De vez em quando alguém comenta alguma coisa. Mas a audiência é bem pequena. Mais ou menos como cantar: minha platéia mais freqüente é o Fredo, que não tem pra onde fugir, e a minha professora. Nessa sexta-feira, mais algumas pessoas vão poder conferir esse "talento" que eu tento desenvolver.

Continua sem resposta... Pode ser só "porque eu gosto"? Acho que sim, né? É como escrever o blog. Adoro escrever. Eu trabalho escrevendo, só que pros outros. Aqui, eu escrevo pra mim, é um exercício. Lidos ou não, esses textos retratam meus bons e maus momentos e registram coisas sobre mim, hoje e no futuro. E servem para melhorar meu português, meu vocabulário, minha escrita.

Cantar é um pouco assim. Hoje eu ouço música de outra forma, meu ouvido está muito mais seletivo. Estou musicalmente mais inteligente, não sou mais uma mera ouvinte. Me sinto mais próxima dos artistas que admiro, entendo-os melhor.

O próximo passo é aprender a tocar violão... mas pra quê? Ah, essa resposta é bem mais fácil: pra eu poder me acompanhar, ora! Pra não depender dos outros e poder cantar a qualquer hora, em qualquer lugar...

Humm, acho que arrumei mais uma atividade extra.

7 de set. de 2008

a tabela


O Fredo ultimamente anda hipnotizado pela tabela de classificação do campeonato brasileiro. É impressionante o fascínio que essa tabela exerce sobre ele. São horas olhando pra ela, seja na tela do computador, seja na TV. A casa fica toda silenciosa, nem um zumbido: é o Fredo analisando os números, fazendo cálculos, tentando prever quem sobe, quem desce... É ele e o Oswald de Souza.

Engraçado é que isso nunca tinha acontecido antes, que eu lembre. O Fredo é gremista, mas nunca foi fanático, raramente vai ao estádio e só em jogos mais importantes se abala até o boteco da esquina pra assistir, caso não esteja passando na TV. Mas tem uma explicação. É que os prognósticos são os melhores possíveis. O Grêmio é o primeiro da tabela há várias rodadas. E tem tido uma sorte incrível no resultado dos adversários. Ou seja (dá até medo pensar nisso), temos enormes chances de ser campeões em 2008.

Números fascinam quando são favoráveis.

5 de set. de 2008

better, better, better


Things are getting better, that's all I have to say.

I'll be there!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

24 de ago. de 2008

minhas pequenas mazelas

Por que será que temos momentos em que tudo resolve dar errado? Eu acabo de viver uma semana assim, e espero sinceramente que ela encerre junto com este 24 de agosto.

A semana foi tão ruim que até coisas sobre as quais eu não tenho o menor controle - como o resultado da final do vôlei masculino nas olimpíadas - parecem corroborar minha maré de ... (aquela palavrinha proibida).

Fazendo um retrospecto, tudo começou com o Fredo manchando de X14 meu edredon novinho, que eu comprei nas Americanas.com em 10 vezes sem juros. Ou seja, vou passar quase um ano pagando um edredon que, em seu primeiro mês de uso, já ostenta uma mancha que nem Vanish, lavanderia ou reza braba tirariam.

Depois foi a minha discussão com a empregada, que resultou no pedido de demissão dela. Ambas sabíamos que esse dia estava próximo, mas é claro que tinha que ser nessa semana fatídica! Agora preciso correr contra o tempo para arrumar logo uma substituta, e nem sei por onde começar.

Na quarta-feira, adivinhem, quase bati de carro. Um taxista entrou rachando num cruzamento cuja preferencial era minha. O erro foi tal que ele até parou e pediu desculpas. E meu susto foi tão grande que não consegui nem trabalhar direito aquele dia.

A saga continuou no sábado, quando o Fredo foi assaltado bem aqui na frente de casa e nosso carro foi levado pelos ladrões. Siiiiim, minhas mazelas não se resumem a pequenos incidentes domésticos. Poderia ter sido bem pior, é verdade, mas o Fredo mandou bem e finalmente pôde colocar em prática o que até então era só retórica: numa situação dessas, entregue tudo, não reaja nem discuta.

Foi o que ele fez, e deu certo. Três sujeitos - um deles armado - abordaram o Fredo e até tentaram levá-lo junto, mas ele saiu do carro rapidinho, deixou a chave na ignição e disse leva, leva, é de vocês. Polícia e seguro avisados, algumas horas depois o carro foi encontrado em uma vila. E agora vamos ter que enfrentar toda burocracia para liberá-lo.

Para coroar meu infortúnio, neste domingo abriu a venda de ingressos pro Porto Alegre em Cena e eu só fui lembrar disso no final da tarde. É óbvio que os três shows da Adriana Calcanhotto já estavam esgotados. O show que eu espero ansiosamente há tanto tempo vai acontecer e eu não estarei lá. Ai, essa doeu demais...

Mas não posso me deixar abater pela sucessão de fatos adversos! Como diz o ditado, depois da tempestade vem a bonança. Vou fazer um esforço pra encarar essa segunda-feira com otimismo e bom humor, pra ver se atrai coisas boas.

Mas por enquanto não acabou. Neste momento, o Grêmio está perdendo para o Náutico. O líder do Brasileiro e meu time do coração resolveu perder duas vezes essa semana, depois de várias partidas sem perder. Por que será? Hein?

Retiro! Retiro! Eles empataram nos últimos segundos do jogo! É o fim da tempestade! Que venha a bonança!!!!!

17 de ago. de 2008

quem não gosta de samba...


...bom sujeito não é. Quem disse isso - e ainda botou numa música - só pode ser gênio, não é? Eu acho.

E o que dizer então destes outros versos:

Se fizer bom tempo amanhã
Se fizer bom tempo amanhã,
Eu vou...
Mas se por exemplo chover
Mas se por exemplo chover
Não vou...

Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá



O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar
O bem de terra é aquela que fica
Na beira da praia quando a gente sai
O bem de terra é aquela que chora
Mas faz que não chora quando a gente sai
O bem do mar é o mar, é o mar
Que carrega com a gente
Pra gente pescar

Uma vez, ouvi Chico Buarque dizer que as letras de Caymmi eram quase infantis... e são mesmo! São tão singelas, tão simples, tão coloquiais, tão... geniais.

Eu sabia que o dia da morte dele estava próximo, afinal, ele tinha 94 anos e estava bem doente. O dia chegou, foi ontem. E mais uma vez uma enorme coincidência, talvez até maior que aquela da Dercy... hoje nós íamos a um show do Danilo Caymmi, filho dele, lá no Santander Cultural. Pode? Óbvio que o show foi cancelado.

E há uma semana corrigi meu pai porque ele disse que Caymmi já tinha morrido, e eu bem braba falei que não, que ele estava bem vivinho.

E o post do Quarteto em Cy, onde eu escrevi sobre "estar mais perto de quem já se foi", me referindo a Vinicius e, de certa forma, a Caymmi?

Que coisa, né?

Seja lá o que for tudo isso... só sei que fiquei muito triste com a morte desse baiano porreta que, graças a Deus, deixa pra gente um legado inestimável.

Descansa em paz, Caymmi, e ilumina o céu com teus versos.