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11 de fev. de 2011

estatuto amigos do rosa

O Estatuto Amigos do Rosa foi escrito e enviado por minha querida e sempre criativa amiga Isadora Badi exatamente no dia 24 de fevereiro do ano 2000, poucos dias antes de nossa ida à Praia do Rosa para um inesquecível carnaval. Naquele ano, o feriado também caiu em março, como agora, 11 anos depois. Lembro que houve sol, chuva e, lógico, muita bebedeira, como deixa claro o estatuto. Que, aliás, foi cumprido a risca.

O legal é que se essa turma se reunisse novamente hoje, não seria muito diferente. Infelizmente esse encontro jamais se repetirá com a mesma configuração, pois muita coisa aconteceu nesses anos todos, pessoas espalhadas pelo mundo, alguns casais desfeitos, enfim... Mas fica a deliciosa lembrança, graças ao Fredo que, não sei como, resgatou esse e-mail das profundezas do Outlook.

ESTATUTO AMIGOS DO ROSA
O desrespeito à qualquer uma dessas regras básicas para o bem estar de todos os membros da comunidade implicará no afastamento imediato do verme que desobedecê-las.
1. Sempre que sujar, limpe.
2. Sempre que cair, levante.
3. Misturarás fermentados com destilados.
4. Ao devolver o que bebeu de volta à natureza, trate de respeitar o travesseiro ou o prato do colega.
5. Não desejarás a ceva do próximo.
6. Amarás o whisky como a ti mesmo.
7. Não invocarás o nome de Hugo em vão.
8. Não cometerá atos libidinosos ou nojentos em público, que possam vir a causar vergonha ou constrangimento nos outros componentes do grupo.
9. Não beberás suco, refrigerante (água, então, nem pensar) que possam comprometer sua (in)sanidade física.
10. Não estarás mais de 17min e 42seg.  sóbrio.
11. Não te lembrarás de quase nada ao final das atividades carnavalescas.
12. Manterás as ceva gelada e praticarás o exorcismo no infeliz que tomá-la quente.
13. Não te arrependerás dos teus atos, afinal, tudo na vida acontece po vontade de uma força superior.

SIM, eu prometo respeitar as diretrizes impostas pelo patrocinador do evento e concordo com a punição em caso de desobediencia:

(não lembro quem era o "patrocinador", acho que o e-mail tinha uma foto, mas isso se perdeu. será que alguém lembra???)

12 de set. de 2010

insignificante, tudo

e eu me preocupando com a fatura do cartão de crédito no dia quinze e com aquela roupa que vi na vitrine mas que é muito cara e nem tenho onde usar e que filme vou tirar na locadora nesse final de semana chuvoso e será que vai fazer sol essa semana porque afinal a primavera vem vindo e daqui a menos de um mês vou ao Rio de Janeiro mas se o tempo não for bom não vou poder fazer as coisas que planejei então eu rezo para que faça calor e sol e essas coisas que deixam o Rio mais bonito do que já é porque o Rio é bonito até em dia de terremoto só que não tem terremoto no Rio nem no Brasil pelo menos é o que dizem mas na verdade parece que teve uns tremores outro dia não sei onde mas eu não senti nada aqui em Porto Alegre essa cidade que agora está tomada por cavaletes com propaganda de políticos que querem se eleger e principalmente se reeleger porque eles não sabem fazer outra coisa na vida é o que eu acho detesto eleição pra deputado porque são sempre as mesmas caras mas afinal o que importa nada importa é tudo uma grande bobagem como eu aqui agora fazendo backup dos arquivos do computador porque se der pau no computador eu vou ter uma cópia dos meus arquivos eu fico achando que não posso viver sem eles que se eu perder meus arquivos vai ser a mesma coisa que perder um braço ou uma perna mas eu sei que se eu perder meus arquivos eu vou continuar vivendo e tudo vai ser igual como sempre foi porque ninguém morre só porque perdeu alguma coisa material mesmo que seja virtual como são os arquivos de computador mas afinal só vemos que nada dessa merda toda importa quando perdemos alguém importante na nossa vida principalmente quando é a mais importante de todas e de repente essa pessoa não está mais aqui para nos confortar nem sorrir nem perguntar como foi nosso dia não deve existir nada nada nada mais dolorido que isso e é por isso que hoje eu acho que nada mais importa e que tudo é tão pequeno mas tão pequeno que eu fico me sentindo um grãozinho de areia insignificante

para Paulinha

10 de jun. de 2010

tem que ir

"O quê? Você foi a Amsterdam e não visitou o museu da Anne Frank?"

Pois é, passei essa, algum problema?

Eu mesma vivo fazendo isso, mas tenho tentado me policiar. O fato é que é quase irresistível querer que os amigos façam e vejam o mesmo que você. Esquecemos que a nossa viagem é diferente da viagem deles. A realidade, as vontades, os gostos, tudo é muito diverso, por mais afinidade que se tenha.

Analisemos o típico caso do "tem que ir". No fundo, o seu amigo quer que você passe pelo mesmo que ele passou. E, muitas vezes, a experiência dele não foi das mais agradáveis. Você “tem que ir” porque ele não quer se dar mal sozinho, ou não quer reconhecer que fez programa de índio e acaba “indicando” a roubada. Não é fácil assumir os próprios erros, ainda mais quando estão envolvidas boas somas de dinheiro e as suas preciosas férias.

Aconteceu conosco em Búzios. Vários amigos recomendaram que fôssemos a Arraial do Cabo, que é ali perto. Lá fomos nós. As águas são realmente cristalinas, mas o passeio de barco foi uma droga. Quando tudo acabou, lamentamos o dia perdido em um programa mais ou menos.

Então o negócio é desencanar e não entrar nessa do "tem que ir". Tem que ir para ver que é ruim com seus próprios olhos? A internet está aí para informar e advertir. Pesquise antes – em sites isentos, por favor – para não cair em armadilhas.

E aí chegamos ao ponto. A Torre Eiffel.

De tudo o que fiz em Paris, o mais "tem que ir" era subir a Torre Eiffel.

A primeira vez que eu enxerguei a Torre foi incrível. Foi logo no primeiro dia, de uma das pontes do Sena perto do Louvre. Dei um gritinho e senti o frio na barriga: estou em Paris. Sensação maravilhosa. Depois a vi várias outras vezes, de perto e de longe, porque é raro algum ponto de Paris de onde não se possa ver um negócio daquele tamanho. Ela está quase sempre lá, acompanhando nossos passos.


Mas e subir?

Bom, eu estava decidida desde sempre que subiria. O Fredo, nem tanto. Ele bem que tentou me dissuadir, mas não conseguiu. Fora de cogitação, “tem que ir”. Escolhemos uma segunda-feira de manhã, fugindo estrategicamente do final de semana. Chegamos o mais cedo possível, que não foi tão cedo assim porque ficamos bebendo vinho rosé na noite anterior e acordamos de ressaquinha.

Vou pular a parte em que ficamos mais de meia hora na fila errada (na que não tem elevador e os turistas pagam 5 euros para subir 400 degraus - sinalização, definitivamente, não é o forte de Paris). Uma vez na fila certa, precisávamos decidir se iríamos até o último nível, a mais de 300 metros de altura. O Fredo não estava nem um pouco a fim. Eu não estava completamente certa. Mas o "tem que ir" falou mais alto. Vou subir na Torre Eiffel e ficar no segundo andar, SÓ a 115 metros de altura? Não. Quero o topo.

Naquele dia, o céu de brigadeiro não podia ser mais perfeito para ver a cidade do alto. Só que o sol e o calor estavam implacáveis – em plena primavera, demos a sorte ou o azar de pegar temperaturas de verão em Paris. Com isso, a fila, que já é lenta e cansativa, ficou ainda pior. Levamos em torno de 1 hora e meia só para comprar os tickets, mais meia hora até chegar ao saguão do elevador, tudo isso sob um sol escaldante. No tal saguão espremeram-se dezenas de crianças e adultos, e o Fredo, que é meio claustrofóbico, quase desmaiou. E não é que o elevador resolveu dar pau bem nessa hora? Siiiiim, em Paris os elevadores também pifam. Mas ninguém arredou o pé: essa geringonça vai ter que funcionar! E funcionou, depois de mais uns vinte minutos esperando. Ar-condicionado? Nem em sonho.

Quando finalmente chegamos ao segundo andar, a vista levou um tempo até chamar nossa atenção. Estávamos cansados, queríamos ir ao banheiro e sentar um pouco depois de tantas horas de pé. Imagine o humor do Fredo a essas alturas. Eu, diplomática como quase sempre, tentava ver o lado bom da situação e me entusiasmar, afinal, estava na Torre Eiffel.

Depois de um rápido descanso, fomos disputar nosso lugar ao sol (literalmente) para curtir a vista e tirar fotos. Foi preciso enfrentar hordas de gente de todas as nacionalidades para chegar aos pontos que poderiam dar boas fotos. Na minha opinião, sobe gente demais naquela Torre. E isso ficou ainda mais evidente quando decidimos pegar o elevador que nos levaria ao topo: devia ter umas 500 pessoas na fila. Ou seja, se havia fila para subir, claro que também haveria para descer, e depois mais uma para ir do segundo andar ao térreo. Tô fora.

Pois é, resolvemos não subir. Pagamos o ticket de 13 euros (o do segundo andar é 8 euros) e jogamos dinheiro fora. Não dava pra encarar mais aquela fila. O "tem que ir" tinha chegado ao limite. Já me disseram que o legal de subir é mais pela emoção da subida mesmo, porque tudo fica pequenininho demais daquela altura e bom mesmo é ver Paris do segundo andar. De fato, a vista dali é belíssima. As fotos estão aí para comprovar.



Agora, se vierem me perguntar se eu acho que a Torre Eiffel é programa obrigatório, já sei o que vou dizer:
Ver a Torre de longe é muito legal, faz você sentir que está MESMO em Paris, e você não precisa ir a nenhum lugar muito específico para vê-la.
Ver a Torre de perto (mas não muito de perto) é muito legal também, especialmente da Place du Trocadéro.
Ver a Torre ao anoitecer, quando ela se ilumina, e o show de luzes (que dura uns 5 minutos) é imperdível.
Você pode ter vistas maravilhosas de Paris sem sofrer tanto: do Arco do Triunfo (a que eu mais gostei), do terraço do Centre Pompidou, da Sacré-Coeur. E certamente de outros pontos que eu desconheço.
Sobre subir a Torre, decida sozinho. Mas eu é que não vou dizer "tem que ir".

E se você quiser uma cidade bonita DE VERDADE vista do alto, vá a Praga, na República Tcheca!


9 de jun. de 2010

o que vale a pena contar


Opa, tudo bem?

Não voltei da Europa inspiradíssima para escrever sobre a Europa. Achei mesmo que isso aconteceria. Também pensei que escreveria muito sobre a viagem que fiz no verão de 2009 para o litoral de Alagoas, mas acabei não escrevendo nada. Fui deixando, deixando, e o momento passou.

Não é o mesmo que acontece com essas férias europeias, que obviamente não foram como ir para o Nordeste do Brasil. Mas é que tanto se fala sobre Paris, Praga, Amsterdam e etc. que eu não acho que minhas impressões possam contribuir muito. São impressões, como eu bem disse no post anterior, de uma "marinheira de primeira viagem". É o olhar de alguém que pisa na Europa pela primeira vez, e portanto, muito limitado.

O fato é que, no final das contas, cada um tem uma visão, cada experiência é única. A minha foi diferente da sua. É normal que eu não tenha gostado muito da mesma coisa que alguém adorou, e vice-versa. Não vi nem fiz tudo o que outras pessoas fizeram, os destinos que escolhi não são os mesmos que muitos teriam escolhido. Qualquer coisa que eu escreva será absolutamente particular, representará unicamente a realidade que eu vivi.
Por tudo isso, vou me abster de detalhar meus 20 dias de férias na Europa. Coloquei as melhores fotos no Orkut para compartilhar com os amigos de perto e de longe. Pretendo fazer o mesmo no Facebook, assim que sobrar um tempinho. O resto é lembrança, é o que terei sempre para contar, é vivência, e isso nem cem anos apagam.
O que certamente acontecerá é que, em meus próximos textos, minha experiência virá sob outras formas, afinal, uma viagem é aprendizado e descoberta. Me sinto, sim, mais completa. Faltava isso no meu currículo.
No entanto, quero escrever sobre algumas coisas sim, ideias que vieram com a viagem. O próximo post, sobre a máxima TEM QUE IR, vai contar nossa aventura (desventura?) ao subir a (imperdível? obrigatória?) Torre Eiffel. Também quero falar sobre o fato de a viagem ter sido inteiramente planejada, pesquisada e, principalmente, RESERVADA e COMPRADA pela internet. Isso sim, vale a pena ser compartilhado.

2 de mai. de 2010

borboletas no estômago


Então as coisas vão acontecendo e me deixando assim, meio tonta. Tudo o que penso e faço e vejo é para a viagem de daqui a alguns dias, aquela tão sonhada, aquela acalentada durante anos e anos, desde que me entendo por gente, talvez. Aquela que deveria ter acontecido de outro jeito, num outro momento, ou não, porque daí não seria esta viagem, teria sido outra. Esta é esta, aquela é aquela, e aquela não aconteceu, pronto. Let’s change the subject.

Será minha primeira vez em um avião com três fileiras de cadeiras, cada fileira com três cadeiras, o que faz com que este avião tenha nove fileiras de cadeiras. Ou melhor, de assentos. Avião tem assento, não cadeira. Já era hora de eu saber disso. Também será a primeira vez que ficarei mais de dez horas dentro de um avião, sobrevoando um oceano. Será a primeira vez que pisarei no Velho Mundo, aquele das aulas de história e dos filmes épicos. São tantas primeiras vezes que acho melhor parar por aqui.

Já ando pensando como e o que vou escrever quando voltar. Primeiro: pretendo me esforçar para deixar a pretensão de lado e escrever como uma boa turista de primeira viagem. Que é o que sou, for God's sake. Não posso querer escrever ou pensar como parisiense, praguense, muniquense, amsterdanense. Não tem jeito, serei mais uma brasileira deslumbrada a descobrir as maravilhas do outro lado do Atlântico, a contar centavos de euros pra ver se dá pra jantar naquele restaurante bacana, a invejar a vida europeia, o glamour de Paris, as cervejas alemãs, os telhados alaranjados de Praga, os cafés de Amsterdam. E serão tão poucos e breves dias em que tentaremos ver e fazer tudo o que pudermos, mas também tentaremos andar à toa pelas ruas, ouvir as línguas estranhas, observar as pombas nas praças, apontar para o lixo na rua e dizer "viu, viu! aqui também tem sujeira, não é só no Brasil". Ou não.

Seja como for, juro, prometo que vou escrever como uma iniciante, com todo o direito de errar, de falar a maior bobagem do mundo, a ponto de me acusarem de louca, de perguntarem "mas você esteve na mesma Paris que eu estive???". Porque a gente só consegue sentir um lugar, saber um lugar, depois de ir duas, três, muitas vezes. E mesmo assim (então não falei há poucos dias sobre minha incrível visão míope do Rio de Janeiro? então não versei sobre minha segunda vez em Búzios, dez anos depois?), nunca conheceremos, nunca saberemos como eles, como os que lá são o que eu sou aqui em Porto Alegre, e olhe que nem portoalegrense eu sou (que o digam os amigos guaibenses que se entristecem ou se ofendem ou me xingam ou só acham graça do meu menosprezo - a esses últimos, obrigada pela compreensão).

Então aqui estou eu, escrevendo pela primeira vez sobre a viagem que planejo há meses. Apenas cinco dias me separam dela. Minha lista de afazeres turísticos inclui muitas compras em freeshops e pontas de estoque europeias descobertas internet afora, porque sou mulherzinha até dizer chega. Mas inclui, sobretudo, sentir. Viver. Ver. Comer e beber, talvez não nessa ordem. Andar, me cansar, não entender, me perder, me encontrar. Falar inglês (detalhe: não vou a nenhum país de língua inglesa, God have mercy). Levar patada de algum francês mal-humorado. Me sentir cosmopolita uma vez na vida.
Sinto borboletas no estômago. Foi meu professor de inglês, o Marlo (que me ajudou a estar neste momento com a língua da aunt Elisabeth praticamente desenferrujada), quem me falou isso. Do you feel butterflies in your stomach? Sim, sinto. Muitas borboletas. Não dá pra fingir que é só mais uma viagem. It's big deal. Por mais piegas, por mais clichê que isso pareça, é a realização de um sonho.
Meu próximo post será, muito provavelmente, só em junho. É rapidinho. Vou ali e já volto.

Au revoir!

5 de abr. de 2010

não me conta


Acho incrível a facilidade que algumas pessoas têm de contar para quase estranhos suas coisas mais íntimas. Sabe aquela clássica frase "não me conta"? Quando acontece comigo, é isso o que eu realmente gostaria que a pessoa fizesse. Da minha boca sai "não me conta", mas à minha cabeça só vem "não me conta, eu não quero saber, eu não te conheço, não me conta!"

O que faz uma criatura falar a uma pessoa que conheceu anteontem e com quem não conversa mais do que trivialidades que está sendo traída pelo marido? Ou que está atolada em dívidas? Que está com infecção urinária? Que o filho tem problemas com drogas? É carência? Falta de assunto? Uma maneira de chamar a atenção? Por que um quase desconhecido se sente tão à vontade na minha presença a ponto de me transformar em ouvinte e conselheira?

Ninguém é obrigado a se interessar pelos assuntos alheios. Quem nunca se viu no desconforto de ter que fingir interesse, devolvendo interjeições, caras e bocas, mas se sentindo incapaz de dizer qualquer coisa que não soe fora de lugar? Ou então fazendo de conta que escuta enquanto, na verdade, a cabeça está focada em seus próprios problemas (ou em como não queria estar ouvindo aquela história)?

Eu falo das minhas coisas mais pessoais a bem pouca gente. Não defendo o não falar, o guardar para si, apenas não consigo me abrir a quem não me conhece pelo menos um pouco. Sempre que tentei fazer diferente, me senti meio idiota, como se estivesse jogando fora palavras sem significado. Prefiro ter certeza de que meu interlocutor tem interesse no que eu digo. Que me entende, que nutre simpatia e empatia por mim. É raro encontrar isso em um estranho.

Para ser sincera, meu sentimento em relação a essas pessoas tão abertas é ambíguo: sinto inveja e até certa admiração, porque não tenho essa habilidade. Mas sinto também um pouco de pena, porque acho que essa ausência de critério sobre “o que falar para quem” pode ser um sinal de desespero, um pedido de socorro. Mas também pode ser a mais pura e simples falta de noção.

Pode parecer incoerente eu escrever em um blog público sobre esse assunto, justamente quando me confesso tão reservada em relação a assuntos mais íntimos. É que escrever é um bom e necessário exercício para quem é assim como eu. Não pretendo relevar segredos recônditos através dos meus textos – vou continuar reservando-os aos amigos mais próximos –, mas aos poucos vou perdendo o receio de expor opiniões e sentimentos. Já é uma evolução. Para uns, podem ser apenas palavras à toa. Para outros, podem significar alguma coisa, mesmo tendo sido escritas por uma estranha.

13 de jan. de 2010

conversa de mulher


Conversa entre amigas em um restaurante japonês. Todas com mais de 30, casadas ou comprometidas, sem filhos. Não é um encontro frequente - duas delas estão de passagem pela cidade.

O papo começa com o assunto relacionamento. Óbvio. Uma delas está meio mal-humorada porque brigou com o namorado. O motivo? Diferenças. Que dúvida. Sempre difíceis de aceitar.

A conversa continua. Racismo. Uma delas diz que não é racista, mas que não ficaria com um negro, não sente atração. Nem com japonês, não acha bonito. As outras defendem, dizem que não tem nada disso não, vai que gosta, se apaixona, e aí? Preto, amarelo, vermelho, as convicções vão todas por água abaixo se pintar o amor. Melhor mudar de assunto.

O sushi está ótimo, as sakerinhas de morango também. Restaurante lotado. Na mesa ao lado, uma espécie de convenção de promoters: todas tão iguais, montadíssimas, magras, altas, louras e bronzeadas! Preconceito com as meninas? Sei lá, mas que deu vontade de perguntar qual era o produto que elas estavam distribuindo na "blitz", ah, isso deu.

Em papo de mulher, nunca falta um veneninho.

E nem dicas de beleza. O conversê segue: uma quer saber, afinal, qual o segredo das belas madeixas da outra. Cremes, tratamentos, cabeleireiros, ampolas, tesouras, lua nova... só faltou calendário pilomax.

O que ensejou outro assunto: Twitter. Aquele foi o dia da tag #twittealgomuitoantigo. Calendário pilomax, claro. Três twittam frequentemente, uma não. Queria entender como é. E putz, como é difícil explicar o Twitter. Meia hora no mínimo.

#twittealgomuitoantigo continuou rendendo boas risadas. Croco. Embaixada de Marte. Bunker. Santa Mônica. Pichulym. Kenwood. Kras. Company. T5. Tênis com linguão. Calça semibag.

Ombreiras.

E a moda dos anos 80, era brega ou não era?

E como saímos disso para o sucesso dos empreendimentos do Grupo Zaffari? E para o bairrismo do povo gaúcho? E para o domínio da China na economia mundial?

Até onde pode ir uma conversa de mulher.

Muitas e boas e altas risadas depois, hora de ir embora. Pagamos a conta, pedimos nossos carros aos manobristas e aproveitamos a espera para tirar fotos. Momento devidamente eternizado e, em breve, publicado internet afora.

Queria saber sobre o que conversam mulheres adultas, bem-resolvidas e desacompanhadas em uma mesa de bar? Taí uma amostra. Nunca falta fofoca, sexo, dieta, trabalho, casamento. Também pode pintar dinheiro, política, economia. Viagens, compras, liquidação. Drogas. Moda. Homossexualismo. Culinária. Pornografia. Cinema.
Tudo regado a muito palavrão e gargalhada.

Futebol? Passo.

29 de mar. de 2009

acontecimentos

Esse mês de março foi algo. Várias coisas aconteceram. Como esse blog tem por objetivo fazer um registro de fatos importantes da minha vida, então lá vai, em ordem cronológica.

Sábado 21: camarão na moranga
No sábado passado Fredo e eu fomos jantar em Guaíba com a Fê e o Ricardo, nossos afilhados de casamento. Também estavam o Dudu e a Ale (outro casal de padrinhos deles) e os pais da Fê, tia Teresinha e tio Fernando. Clima total família no ar. Muito agradável. Ainda mais com o Ricardo surpreendendo na cozinha com um belo camarão na moranga. A foto ali não está digna de tão saborosa iguaria (ainda não me entendi bem com a câmera do meu novo celular). A Fê também mandou bem na sobremesa e nos nachos de entrada.


Repeti mais de uma vez (para os distraídos, isso significa que comi três vezes, e não duas).

Domingo 22: tchau, vô Cici
No domingo (22) recebi a notícia do falecimento de meu avô, pai do meu pai. Costumávamos dizer que o vô Cici já tinha morrido e que aquele era, na verdade, ele "mumificado". Bom, não era bem assim. Ele estava vivinho da silva, embora completamente senil, com seus incríveis e improváveis quase 100 anos. Ninguém sabia ao certo se eram 96, 98... não que faça muita diferença. É quase um século de vida.

Era meu último avô vivo. Finalmente descansou (eufemismo pouco é bobagem). Deu um trabalho danado pra minha tia Mita (sempre sobra pras filhas mulheres, não é?), que cuidou dele até o último momento com desmedida dedicação. Quando soube da notícia, decidi, para surpresa de toda família, ir ao enterro. Tinha prometido isso a mim mesma uns tempos atrás. Se não fizesse, o remorso me perseguiria para o resto da vida. Lá fomos, Fredo, eu, pai e mãe rumo a Pelotas. Ele seria enterrado na famosa "Povo Novo", o vilarejo - hoje promovido a cidade - onde meu pai nasceu há quase 72 anos.

Bom, as coisas não aconteceram exatamente como planejamos. Se não fosse triste, era piada: chegamos atrasados ao enterro. Não pude me despedir do meu avô. Nem eu, nem meu pai. Foi uma sucessão de trapalhadas, um festival de "achismos". Resultado: chegamos meia hora depois. Tristeza. Frustração. Decepção. Mas a certeza de ter feito a coisa certa. Vô Cici, descanse em paz.

Se atrasar para enterro? Ahan. Aconteceu comigo.

Quinta-feira 26: a entrega das chaves
Finalmente minha mãe tem as chaves de seu novo apartamento nas mãos. Se tudo correr bem, a mudança acontece na semana que vem. Foi uma longa espera, incluindo uma indesejável mudança para um sobradinho alugado atrás da PUC. Alívio para a família inteira.

Uma nova estapa inicia para a família Azevedo.

Sexta-feira 27: na companhia de amigas
O almoço foi no Daimu pra comemorar os aniversários da Gabi e da Lu, as Doxxetes. Duas arianas na minha vida. Uma vez me disseram que áries é o meu signo de oposição. Parece negativo, mas acho que não é não. Se fôssemos todas muito iguaizinhas, não teria a graça que tem.

Parabéns, gurias.

E nessa sexta também recebi a visita da Eti, minha amiga querida que mora no Rio. Infelizmente, ela veio pra cá por um motivo muito triste, a perda de alguém da família. Mesmo assim, trouxe pra minha casa seu sorriso fácil e suas histórias sempre engraçadas. Uma injeção de ânimo em pouco mais de uma hora e meia de conversa.

Eti, tão longe, tão perto.

24 de dez. de 2008

amigo sandro, obrigada por tudo


Que Madonna que nada. Bom mesmo foi ter ficado pertinho do meu amigo Sandro, esse irmão que conheci aos 15 anos e que continua sendo o mesmo amigão de sempre.

Sandro, quero deixar registrado aqui no blog que tu foste um ótimo anfitrião, que eu REALMENTE me senti em casa na tua casa e que não vejo a hora de repetir a dose. Obrigada por ter me levado na The Week, por ter me apresentado teus amigos, por ter me dado a chance de me divertir taaaaanto naquela balada maravilhosa, por ter passseado comigo na Oscar Freire, por ter dividido comigo aquele sushi... adorei cada momento.

21 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo VII

a confirmação

22 de março de 2007 (essa data eu tenho que confirmar): pela primeira vez os quatro saem juntos. Era pra comemorar 1 mês de namoro. Os dois casais se encontram no Riverside's da Nilo Peçanha. Fernanda e Fredo, Fê e Ricardo.

Primeiro susto: Ricardo está com o cabelo todo moderninho, penteado pra cima com gel, e usando uma roupa superdescolada. Bem diferente do que Fernanda estava acostumada a ver nas reuniões da AJE. O que faz uma mulher estilosa na vida de um homem!

Segundo susto: em menos de 15 minutos de conversa, a bomba:

- Vamos nos casar.

- O quêêêêê???????

- Isso mesmo, vamos casar. Já até marcamos data. 2 de dezembro.

Era demais aquilo. 1 mês de namoro e iam casar? A explicação era simples e não deixava muita margem pra discussão: tem gente que namora trocentos anos e quando casa, acaba separando rapidinho. A gente se conheceu, se curtiu, se apaixonou. Por que não casar, só porque todo mundo acha que é rápido demais?

- Ok. Mas eu vou ser madrinha.

Bom, o resto da história mais ou menos dá pra imaginar. O casório acabou sendo adiado para 19 de abril de 2008, só porque o União não tinha salão disponível no dia 2 de dezembro. É claro que eles foram se conhecendo, umas briguinhas rolaram, o Ricardo sempre perguntando pra Fernanda por que ela não avisara que a Fê era tão brava. Mas os dois gênios se complementam, Fê e Ricardo se completam.

E eu, Fernanda, cupido, madrinha, amiga, aguardo ansiosamente pelo casamento de minha melhor amiga. (que já passou, mas eu escrevi essa história antes, é o que vale).

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo VI

a certeza

Fernanda está de férias no Rio de Janeiro. Não fala há alguns dias com Fê. De repente, um torpedo chega dizendo mais ou menos assim:

- Fê, acho que tu me apresentou o homem da minha vida...

Fernanda acha graça e responde:

- Que bom amiga, mas vai com calma, conhece bem o menino primeiro...

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo V

o medinho

Feriado de carnaval. Fernanda está novamente em Tramandaí, na casa de seus pais. Fê não pôde ir pra praia, tinha plantão no hospital. Mas ligou para a amiga, e então elas conversam longamente sobre os últimos acontecimentos.

- O Ricardo é legal, mas não sei não, ele tem aquela carinha de bonzinho, mas não é bem o meu número. É muito diferente do perfil de homem com quem eu venho me relacionando...

- Fê, mais um motivo pra apostar! Dá uma chance! Quem sabe ele não é quem tu tá procurando? Tu vai ficar dando murro em ponta de faca? Tenta, pelo menos tenta! Se não der em nada, tudo bem, mas tenta!

20 de abr. de 2008

cantei, caaaanteeeei....

Ufa, passou. Finalmente aconteceu o casório dos meus amigos Fê e Ricardo. E finalmente eu cantei a música que venho ensaiando há mais de um mês. Fiz uma homenagem pra eles! Foi bem bonito, apesar de eu não ter cantado tão bem... tava muito nervosa. Mas naquele espírito de que "o que vale é a intenção", acho que consegui passar o recado. A música foi Só tinha de ser com você, que eu postei uns dias atrás. Ela conta mesmo a história dos dois...

História, aliás, que estou contando aqui. Tem mais uns capítulos. A idéia era terminar no dia do casamento, mas eu errei nos cálculos hahahahaha

Nossa, tô na maior ressaca. Como eu fiquei só na água sem gás e sem gelo até a hora de cantar, depois que passou eu quis tirar o atraso, daí já viu. Chutei o pau da barraca. Melhor nem comentar. Só sei que dancei, cantei e me diverti como se não houvesse amanhã.

Fê, Ricardo, obrigada pela superfesta! E aproveitem a lua de mel!

É claro que eu levei minha máquina fotográfica. As fotos abaixo são as que se salvaram, pois as outras denunciam demais o estado da fotógrafa.



a noiva tava linda! atrás, o noivo ouvindo uns conselhos.


eu e mana!


Ale, Gugu, tio Fernando (acho...) e eu.


família trapo!


Mana e Ale. na mesa, o chapéu de fada-madrinha que acabou com o meu penteado.

19 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo IV

a explicação do inusitado encontro

Fernanda liga ou recebe ligações dos amigos (não lembra direito). Fala com ambos e se diverte muito com a situação. Eis o que aconteceu.

“Fê foi ao Barbazul, tinha festa dos residentes do Hospital Conceição, onde trabalha. Ricardo foi ao mesmo lugar, meio a contragosto, por insistência dos amigos. Mas ele não estava muito a fim daquilo, porque estava doente e tomando remédios, não podia nem beber uma cervejinha.

Fê estava "de rolo" com um cara que estava por lá, talvez um residente. Ela daquele jeito, meio estressada e talvez não de muito bom humor. Não tinha ficado com o tal cara. De repente, ela se depara com o Ricardo e o reconhece da foto que Fernanda mostrara em Tramandaí alguns dias atrás.

Boa fisionomista, não teve dúvidas: começa a olhar pro rapaz. Ricardo não entende nada, só percebe que tinha uma guria interessante olhando muito pra ele, e rindo! Aquilo começa a ficar meio estranho. Fê decide partir pro ataque. Chega perto e pergunta: tu não é o Ricardo, amigo da Fernanda Vier?

Ricardo toma um choque, engole em seco e diz: sou! Como é que tu sabe? E a Fê, rindo, explica tudo. Ele, então, liga os pauzinhos e lembra do que Fernanda dissera no outro dia a caminho de São Leopoldo. Era ela! Nossa! Que viagem! Que loucura!

Naquela noite, rolou um beijo. Ricardo ficou bobo, de queixo caído, não queria acreditar naquela história maluca. A Fê também se emocionou, mas um pouco menos, achou o rapaz interessante, ficou impressionada com a coincidência, mas não achou, naquele momento, que o Ricardo seria o homem da sua vida.”

18 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo III

o inusitado encontro

É madrugada de um dia de semana qualquer de fevereiro e Fernanda dorme em sua casa. De repente, o celular faz um barulho, era um torpedo que tinha chegado. Ela acorda e lê. Dizia assim:

- Ferzinha, tô aqui no Barbazul e conheci o Ricardo.

Hein???

Fernanda volta a dormir, mal acreditando no torpedo que acabara de ler.

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo II

a apresentação pra ele

Fernanda e Ricardo estão em um carro em direção a São Leopoldo, onde vão participar de uma reunião com a AJE de lá. Ricardo conta que está saindo direto na noite e que está preocupado, pois gostaria de sossegar um pouco, mas não conheceu ninguém interessante e a mulherada está violenta, "atacando" mesmo.

Fernanda aproveita a oportunidade e diz:

- Ricardo, tenho uma amiga pra te apresentar. Ela é minha melhor amiga, conheço desde criança. O nome dela é Fernanda também, ela é enfermeira, inteligente, bonita, estilosa... um dia vou levá-la num evento da AJE e vocês vão se conhecer.

O assunto não rende muito mais que isso e logo estão falando de outras coisas.

16 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo I


a apresentação pra ela

O cenário é a casa dos meus pais em Tramandaí. Eu serei chamada de Fernanda, enquanto a protagonista da história será chamada de Fê.

Fernanda e Fê estavam papeando naquela tarde de fevereiro (ou seria janeiro?) de 2007. A primeira tomava uma cervejinha (óbvio), Fê decerto bicava um refri. O assunto eram os relacionamentos dela: os que até deram certo, os que não deram, os que foram uma tragédia. E a Fê quase conformada com o fato de, aos 29 anos, ainda não ter encontrado sua cara-metade.

Mas Fernanda fica meio indignada com a falta de sorte da amiga. A Fê merecia encontrar alguém legal! Ela começa a pensar se não tem um amigo, um conhecido solteiro e boa pinta que pudesse apresentar à amiga. Lembra de uma ou outra pessoa (ela não tem taaantos amigos solteiros assim), liga seu notebook e diz: vou te apresentar uns amigos, tem umas fotos aqui, quem sabe a gente não descobre alguém legal?

Fê olha pra primeira foto, a da festa de posse da gestão 2005 da Associação de Jovens Empresários de Porto Alegre. Eram os vices da época: Fernanda, Gabriel e Ricardo (o da direita na foto acima) . O Gabriel era (é) comprometido, mas o Ricardo estava solteiro há alguns meses. Era o alvo. Fernanda diz:

- Fê, esse aqui é o Ricardo, é meu vice na AJE. Guri bom, bem legal, está solteiro, só fazendo festa, mas eu sei que, lá no fundo, ele tá a fim de namorar. Que tal? Quando começarem os eventos da AJE, vou te convidar pra um AJE Debates no Dado Bier e te apresento.

Fê olha a foto e diz:

- humm, não sei, mais ou menos. É, bonitinho, mas sei lá... quantos anos ele tem? O que faz? É formado? Mora onde?

Fernanda responde às perguntas e procura outras fotos do Ricardo. Encontra umas mais recentes, de um churrasco. Ele sem camisa. Fê:

- xiii, mas tem uma barriguinha...

Fernanda defende:

- não, mas é que a gente tava bebendo ceva, ele tava relaxado... acho que ele nem tem barriga nada.

Dão umas risadas e logo estão falando de outras coisas.

(continua)

18 de mar. de 2008

amigos para sempre (que breeeega! mas é verdade)


Esse último findi foi muito legal porque reencontrei dois amigos queridíssimos, os melhores que eu poderia querer. Sandro e Etiene passaram por Porto Alegre e é claro que a amiga aqui esteve nos planos dos dois (finalmente, né, Sandro??). Estive de novo na casa do meu irmão de coração, revendo a família maravilhosa dele. Também coloquei o papo em dia com a amigona Eti, agora casadíssima, carioquíssima e com uma filha linda, a Carolzinha. Ah, como passa esse tal de tempo, né? A gente se conheceu aos 15 anos, na Escola Parobé, onde estudávamos Edificações. Nenhum dos três seguiu carreira em arquitetura ou engenharia. Cada um com um rumo bem diferente, eu a única que ficou em Porto Alegre. Mas a amizade permanece. O reencontro dos três dá pra dizer que foi histórico, pois isso não acontecia há muuuitos anos. Os pirralhos da foto ali somos nós (eu no meio), ela foi tirada na minha ex-casa de Guaíba quando tínhamos uns 17 anos (a Eti com os indefectíveis chinelos da minha mãe!). Estamos um bocado diferentes hoje, mas ainda damos as mesmas risadas, hoje não tão freqüentes, mas sim, são as mesmas risadas deliciosas de tantos anos atrás. Sandro, Eti, obrigada por existirem. Bom é saber que em Sampa e no Rio sempre terei quem me acolha. Bom é saber que amigos, apesar de poucos, eu tenho de verdade.