9 de mai. de 2008
buenos aires: dicas, destaques e comparações com porto alegre (sorry!)
A intenção é passar impressões e dicas de quem, como nós, viaja sempre por conta própria, escolhe sozinho os programas, os hotéis, os passeios. Temos aversão a pacotes e excursões de agências e nunca recorremos a eles. Então a nossa visão é diferente de quem viaja com roteiro certo, faz citytour, anda com guia... apesar disso, fizemos vários programas tradicionais que valem a pena.
Também quis deixar aqui o registro dessa viagem, que foi tão boa, certamente inesquecível, assim como serão todas as muitas outras que faremos a Buenos Aires nessa vida, uma cidade que vale ser visitada todo ano. Rezemos para que o câmbio permaneça ao nosso favor, e dá-me dos!
palermo, o bairro
esquinas
las cañitas
A segunda vez foi no almoço do feriado. Já eram 4 da tarde quando sentamos no La Fonda del Polo e pedimos uma parrillada completa, com direito a rins, tripas e tudo o mais. Eu quis porque gosto da morcília – o Fredo não suporta nada disso – e até me aventurei a provar aquelas partes todas. Mas me certifiquei de que não é a minha praia.
parques
BA x PoA: Parques. Aqui, Porto Alegre perde feio. Os parques de Palermo são incrivelmente limpos e tudo está inteiro. Não há depredação, os monumentos – e olha que são muitos – são respeitados. Dá uma dor perceber a diferença.
Um laguinho e uma pontezinha não poderiam faltar, não é?
O Jardim Japonês é fofo!
monumentos
BA x PoA: Monumentos. Além de ter bem menos monumentos, em Porto Alegre (e em outras cidades do Brasil, eu sei) eles são depredados, pichados, roubados. Brasileiro não respeita o patrimônio público, o que é muito triste. Nossos hermanos agem bem diferente.
General San Martín, na bonitinha e bem cuidada Plaza San Martín, bem no Centro.
No parque de Palermo tem uma área dedicada a poetas e escritores. Esse aí é o Shakespeare!
Este foi um presente que a Argentina recebeu da Espanha.
O Fredo não resistiu e posou ao lado desse mulherão aí. Ela representa a "Pampa".
Mais um herói argentino montado num cavalo. Esse eu não lembro o nome...
refeições
BA x PoA: Almoçar fora. O almoço executivo porteño é uma experiência diferente. Não sei como é o horário de almoço deles, mas deve ser maior que o nosso, porque as coisas acontecem lentamente. Não tem a correria que tem aqui, que você entra no restaurante, pega o prato, se serve no buffet, pesa, senta, pede a bebida, come, bebe, levanta, entra na fila pra pagar e vai embora. Ou seja, você faz tudo, o garçom traz no máximo a bebida. Lá não: tem couvert, entrada, prato principal, sobremesa e cafezinho. A conta é paga na mesa – e demora a chegar. Depois ainda tem o troco e a propina. Confesso que não consigo me imaginar, num dia de trabalho, almoçando nessa calma toda. Mas acho que eu me acostumaria rapidinho.
espumante e tábua de frios
BA x PoA: vinhos e espumantes. Tomar espumante em Buenos Aires não é nenhum atentado para o bolso. Os preços são justos, só isso. O mesmo vale para os vinhos. Por 20 reais você toma no restaurante um Malbec de ótima qualidade. Beeem diferente de Porto Alegre, não é? Melhor nem comentar.
Um brinde ao espumante barato!
Ei-la.
compras
Ah, e como não mencionar os freeshops do aeroporto de Ezeiza. Parada obrigatória!
recoleta
BA x PoA: Chique e sem salto. Ser chique em Buenos Aires não significa, obrigatoriamente, andar na rua se equilibrando num saltão. Porteñas de todas as idades e classes sociais são adeptas dos sapatos baixos, e não deixam de ser chiques por isso. Eu achei o máximo, ainda mais agora, que estou usando cada vez menos salto (apesar de amar). Já aqui na capital dos Pampas, se não usar salto, não está bem arrumada.
chá do hotel alvear
Na recepção do hotel Alvear, como Maria Antonieta.
Antes de atacar as guloseimas, pausa pra foto.
Dispensei o adoçante para usar o torrão de açúcar no chá. Chique, chique, chique!
o centro
O mais inacreditável do Centro de Buenos Aires é o fato de que ali se pode andar tranqüilamente num domingo à noite – repito: NUM DOMINGO À NOITE – sem ser assaltado e sem morrer de medo. Foi o que fizemos no dia 4, quando saímos do hotel Íbis, onde nos hospedamos depois dos três dias em Palermo, e fomos caminhando pela Avenida de Mayo, cruzamos a 9 de julho, chegamos na Lavalle, enfim, ficamos ali caminhando até cansar, para então escolhermos um restaurante para jantar. Isso tudo num domingo após as 22 horas.
BA x PoA: Centro. Você andaria em plena Borges de Medeiros num domingo à noite? Ou na Andradas? Você faria isso com tranqüilidade? Em Buenos Aires isso é possível. Não estou dizendo que lá não tem criminalidade, mas céus!, tem bem menos que aqui. É duro constatar isso, porque eu estava aqui do lado, é América do Sul igual. E mais: Buenos Aires é muito, mas muito maior que Porto Alegre.
Na Av. Corrientes, na altura da Casa Rosada, a gente vê o Obelisco lá longe, bem no meio. Isso que é simetria!
Outro prédio belíssimo em plena Calle Florida.
O prédio da Galerias Pacífico nem parece de um shopping.
Em frente à Plaza San Martín tem esse prédio do hotel Plaza com uma H.Stern na esquina. Um charme.
6 de mai. de 2008
uuuufaaa...
Apesar do retorno nem tão glamuroso, valeu cada minuto. Tô doida pra registrar aqui. Infelizmente, depois do post naquele tempinho que sobrou na Solar Soler, não consegui mais parar. No Íbis, mesmo que eu quisesse, no way: a internet é paga (aaargh! peguei asco a essa palavra). E hoje saí trabalhando direto sem tempo de respirar.
Mas vou preparar um material bem legal sobre Buenos Aires, porque é irresistível. Quero fazer uma comparação BsAs X Poa. Bah, por mais injusto que seja, vou fazer, azar. Tá tudo aqui na cuca, ainda não sei quando terei tempo pra escrever e pra baixar as fotos, que ainda estão na máquina. Mas será em breve, porque meus dedos estão coçando.
Agora, o mais difícil depois de 6 dias longe de casa: voltar a comer que nem gente normal. Sim, porque turista come diferente. Hoje foi saladinha e peixe grelhado no buffet do Brique. No jantar (que saudade da comida do Fredo!), filé acebolado com arroz branco e saladinha. Mmmmm! A gastronomia é uma das melhores partes de qualquer viagem, mas o saldo é quase sempre péssimo. Nada como estar em casa para fazer as pazes com a balança e com a nutricionista.
1 de mai. de 2008
tem internet na Solar Soler...
Hoje é o nosso segundo dia aqui em BA. Ontem foi bem cansativo, viajar sempre cansa e como eu estava tri ansiosa e ñ tinha dormido direito as últimas noites, cheguei aqui podrinha. Mas deu pra aproveitar. A pousada que estamos fica em Palermo, o melhor bairro de BA. Se chama Solar Soler, porque fica na rua Soler. Palermo é dividido em vários sub-bairros, aqui é o Palermo Hollywood. Passando o trem, está Palermo Soho, onde estao muitos bares e restaurantes legais.
Mas aqui em Hollywood também tem vários locais para comer e beber. Ontem almoçamos no Carita Morena um menu executivo. Mooorro de inveja dos porteños que podem almoçar desta maneira: entrada, prato principal, sobremesa e café. Querendo, uma taça de vinho. Tudo por módicos 20 pesos, por aí. Por que em Porto Alegre tem só buffets e a gente come correndo? Aqui é tudo mais calmo, as pessoas têm menos pressa.
É inevitável comparar os lugares que a gente visita com o lugar que mora. Ficar achando o que é melhor e o que é pior. Pois bem, taí algo que me faz invejar os porteños. Os menus executivos, baratos, ótimos e na medida certa.
À noite, depois de uma boa dormida na pousada para espantar o cansaço, fomos a Las Cañitas, um dos bairros mais boêmios de BA. Fomos na Morélia, uma pizzaria, e provamos uma gostosa pizza à parrilla. Mas o melhor foi a sobremesa: Dulce Julieta, um bolinho tipo brownie, com chocolate e nozes, mais chantili e sorvete de chocolate. Divino! O jantar todo saiu por 100 pesos, o que dá menos de 60 reais, com direito a Stella Artois de litro. Ou seja, baratinho!
Bom, eu poderia contar o que fiz hoje, mas como nem pretendia postar nada durante a estada em BA, vou ficando por aqui. Um dia de defasagem tá mais que bom. Ah, e ñ revisei nada, portanto, perdoem os erros, além da falta de "til".
Hasta la vista! Fotinhos depois, só vou baixar em casa!
27 de abr. de 2008
miniférias
Nesses últimos dias eu trabalhei um monte (e ainda tem dois dias de muito trabalho) pra deixar tudo em ordem lá na empresa e poder viajar tranqüila. Por isso não escrevi nos últimos dias, e também porque eu já postei muito no mês de abril (teve toda a história do Ricardo e da Fê). Pior é que eu acho que vou ficar mais vários dias sem dar as caras por aqui, pois, sinceramente, sentar num cyber café em BA e acessar a internet não está nos meus planos. Mas pretendo registrar os momentos mais legais e fazer vários posts durante o mês de maio sobre a nossa viagem à capital argentina.
Lembrei agora de uma coisa: desde as nossas férias em Salvador (verão de 2005), eu costumo anotar as coisas que fazemos num papel. Quando chegava em casa, passava a limpo num arquivo de Word, num formato de diário. Fazia isso simplesmente pra não esquecer das coisas que tínhamos feito, os lugares visitados, essas coisas todas. Tá lá, guardado numa pasta do computador, e nunca ninguém leu. Mas agora eu tenho o blog! Vai ser muito legal poder registrar aqui, com direito a fotos (e quem sabe vídeos!) todas as minhas viagens.
Preciso viajar mais!
19 de mar. de 2008
contagens regressivas

E só uns 10 dias depois nós embarcamos pra BA. Eu amei a viagem de 2006 e sei que dessa vez vai ser melhor ainda. Cinco dias com tudo do bom e do melhor. Eu amo viajar e chego a ficar mal se não tenho nenhuma viagem agendada. Mesmo que seja daqui um ano, o importante é ter uma viagem pra planejar. A viagem não começa no avião ou no carro ou no ônibus... começa bem antes, no planejamento, no sonho. BA, tô chegando.
Só pra relembrar, postei essa foto maluca aí em cima, tirada em uma bela e fria noite de domingo em Puerto Madero. Parecemos fantasmas! Não sei por que saiu com esse efeito, mas eu curti.

