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23 de fev. de 2009

turismo em porto alegre

Nesse carnaval resolvemos ficar em Porto Alegre. Até tentamos sair, não para o litoral (que, podendo não ir, a gente não vai, né não?), mas para a Serra. Só que os planos não deram muito certo quando nos deparamos com os preços indecentes dos pacotes. Se dá pra ir no final de semana que vem pagando a metade, pra que gastar o dobro?

Aí começamos a olhar os hotéis de Porto Alegre. Não é a primeira nem a segunda vez. Já nos hospedamos no Blue Tree (lá nos altos da Lucas), no Manhattan Apartments (curiosamente, na mesma rua em que moramos), no Novotel (na noite do casamento, alguns chamam isso de lua-de-mel) e no Millenium Flat, ali na Borges, de frente para o rio.

Podem achar meio estranho, mas é uma experiência interessante. Acho melhor que ir a motel. Você passa uma noite num quarto diferente, com uma super infra, um belo café-da-manhã e com todo o "glamour", digamos assim, de se hospedar num bom hotel. E nada de pernoite, a diária dura 24 horas. E o risco de pensarem que você é amante do cara que está dirigindo o carro é muito menor.

Desta vez, decidimos ficar novamente no Millenium Flat, da rede Blue Tree. Tinha a melhor relação custo/benefício, principalmente pela promoção que incluía early check-in e late check-out - em bom português, entrar antes e sair depois. Demos sorte, pois entramos no ensolarado e infernalmente quente domingo de carnaval, e aproveitamos umas boas horas da piscina instalada na cobertura do prédio de 21 andares.

Saca só a vista.

Fredo perdendo de olhar a bela vista da cobertura do Millenium


O céu ficou bem bonito no final da tarde. A sacada é da cobertura do Millenium.

Uma Porto Alegre mais bonita: rio (lago), árvores do parque Marinha, Gasômetro e anfiteatro Pôr-do-Sol

O legal desse hotel é justamente a vista. Pra quem mora na parte baixa do Rio Branco, ver Porto Alegre dessa altura é algo diferente. Não é todo dia que vemos o rio Guaíba (ou lago, que seja...) desta perspectiva. E mesmo a cidade, por mais feia que pareça lá de cima. De noite, choveu bem forte. E vimos a chuva da sacada do quarto, que ficava no décimo primeiro andar. Acho que nunca vi chuva tão bonita!

Confesso que essas coisas me dão um prazer danado. Dondoca por um dia. É engraçado, porque abomino dondocas. Mas ter momentos de dondoca não me parece nada grave. É gostoso, faz bem pro ego. Depois a gente volta à vida real, sem traumas. Que foi exatamente o que aconteceu quando fechamos a conta no Millenium, entramos no carro e voltamos para nosso simpático e limpinho dois-quartos-sala-cozinha-banheiro do Rio Branco. Ainda bem que a vida real é bem boa também.

9 de jun. de 2008

que lambança

Desde sexta-feira todos os gaúchos estão ligados nos acontecimentos políticos do Estado. Fazia tempo que não se via uma lambança tão grande por aqui. Resumo da ópera: vice-governador (que nunca se deu com a governadora) grava conversa comprometedora com o chefe da Casa Civil, em que este afirma que os grandes partidos - citando PP e PMDB - são financiados por instituições públicas como Detran, Daer e Banrisul.

Merda feita, agora todos nós temos que agüentar a ladainha do deputado Busatto (já demitido) dizendo que estava se referindo ao loteamento de cargos nos órgãos públicos. Ou seja, os CCs financiam os grandes partidos "doando" parte dos seus salários. Ora, pois. O deputado resolveu implantar orelhas de burro e nariz de palhaço em toda a população. A explicação não convence nem o seu mais fiel eleitor.

Ele não disse nada que todos já não soubessem ou, no mínimo, desconfiassem. Mas enquanto não há provas - ou confissões - não há fatos, certo? Tem que ter uma operação da Polícia Federal, uma investigação. O que impressiona é a ingenuidade explícita, a confissão aberta a um inimigo - sim, o vice-governador sempre foi um inimigo do governo Yeda.

Incrível também é a autofagia do governo estadual. Eles estão se destruindo sem que a oposição mova um dedo sequer. Ao contrário do que normalmente acontece - a oposição procurando agulha em palheiro para condenar e difamar o governo a qualquer custo -, eles mesmos estão fornecendo subsídios para que sejam detonados pela bancada oposicionsita e pela sociedade.

Não louvo a atitude do vice-governador Feijó. Será que se sustenta como político depois dessa? Ele traiu um pacto velado que eu imagino existir neste meio, de simplesmente eles aceitarem a corrupção (e se beneficiarem dela). É assim mesmo que funciona, não é, deputado Busatto?

Tudo isso também é uma boa resposta (ou pergunta: viu? viu?) àqueles que votaram na Yeda para tirar o Olívio do segundo turno. Nunca um tiro saiu tão pela culatra como este. Ela nem devia ser nossa governadora, porque votaram nela sem querer elegê-la. Ô, culatra!

O que pode acontecer agora? Tem gente falando em impeachment, eu não iria tão longe. Espero, apenas, que o governo Yeda possa retornar ao trabalho e tocar em frente a gestão, porque o Rio Grande do Sul não pode parar. Independente de quem ocupe o Piratini.