Mostrando postagens com marcador viagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagens. Mostrar todas as postagens

11 de fev. de 2011

estatuto amigos do rosa

O Estatuto Amigos do Rosa foi escrito e enviado por minha querida e sempre criativa amiga Isadora Badi exatamente no dia 24 de fevereiro do ano 2000, poucos dias antes de nossa ida à Praia do Rosa para um inesquecível carnaval. Naquele ano, o feriado também caiu em março, como agora, 11 anos depois. Lembro que houve sol, chuva e, lógico, muita bebedeira, como deixa claro o estatuto. Que, aliás, foi cumprido a risca.

O legal é que se essa turma se reunisse novamente hoje, não seria muito diferente. Infelizmente esse encontro jamais se repetirá com a mesma configuração, pois muita coisa aconteceu nesses anos todos, pessoas espalhadas pelo mundo, alguns casais desfeitos, enfim... Mas fica a deliciosa lembrança, graças ao Fredo que, não sei como, resgatou esse e-mail das profundezas do Outlook.

ESTATUTO AMIGOS DO ROSA
O desrespeito à qualquer uma dessas regras básicas para o bem estar de todos os membros da comunidade implicará no afastamento imediato do verme que desobedecê-las.
1. Sempre que sujar, limpe.
2. Sempre que cair, levante.
3. Misturarás fermentados com destilados.
4. Ao devolver o que bebeu de volta à natureza, trate de respeitar o travesseiro ou o prato do colega.
5. Não desejarás a ceva do próximo.
6. Amarás o whisky como a ti mesmo.
7. Não invocarás o nome de Hugo em vão.
8. Não cometerá atos libidinosos ou nojentos em público, que possam vir a causar vergonha ou constrangimento nos outros componentes do grupo.
9. Não beberás suco, refrigerante (água, então, nem pensar) que possam comprometer sua (in)sanidade física.
10. Não estarás mais de 17min e 42seg.  sóbrio.
11. Não te lembrarás de quase nada ao final das atividades carnavalescas.
12. Manterás as ceva gelada e praticarás o exorcismo no infeliz que tomá-la quente.
13. Não te arrependerás dos teus atos, afinal, tudo na vida acontece po vontade de uma força superior.

SIM, eu prometo respeitar as diretrizes impostas pelo patrocinador do evento e concordo com a punição em caso de desobediencia:

(não lembro quem era o "patrocinador", acho que o e-mail tinha uma foto, mas isso se perdeu. será que alguém lembra???)

9 de out. de 2010

batendo o cartão-ponto e tirando o mofo

Estou de malas prontas para o Rio de Janeiro. O voo sai em menos de duas horas. Estou em casa ainda, terminando as arrumações, vou antes almoçar, e então ir para o aeroporto. Resolvi sentar aqui rapidinho pra escrivinhar qualquer coisa. Há anos, pelo menos uma vez por ano, bato o cartão-ponto no Rio de Janeiro. Nem que seja um final de semana, um feriadinho qualquer. Sempre volto bem de lá. Espero dessa vez voltar muito bem. Arejada. Vou lá tirar o mofo, sentir o ar da primavera que ainda não deu bem as caras aqui nos pampas. A previsão promete tempo parcialmente nublado. O que, do sudeste pra cima, normalmente significa muito sol e nuvens dando uma trégua de vez em quando. Pra mim, não tem clima melhor. A minha brancura é tanta, mas tanta, que não sei se vou ter coragem de ir à praia. Vou ter que comprar um protetor fator 450. Se existisse. Vou dar uma caminhada na areia, claro. Um mergulho também, não resisto, amo entrar no mar. O biquini está na mala, assim como duas cangas. E as havaianas, as rasteirinhas, as blusinhas, os vestidinhos e as sainhas. Tudo tirado lá de cima do armário, porque ainda não deu pra fazer a tradicional troca, os blusões e casacos permanecem ao alcance da mão, enquanto as roupas de meia-estação e de verão, só subindo no mocho. Dessa vez, vou conhecer Niterói e Vila Isabel, dois passeios diferentes, novidades. E vamos à Lapa, claro. E conhecer o Bip Bip, famoso boteco de Copacabana com três mesas e nenhum garçom, mas com um clima espetacular, dizem. Depois, se der vontade, conto tudo. Para meus dezessete leitores. Bom feriado.

7 de ago. de 2010

se eu morasse em Amsterdam

Se eu morasse em Amsterdam
Teria uma bicicleta preta
E andaria de motoca
Só nos dias de dondoca

Se eu morasse em Amsterdam
Falaria inglês com fluência
E conversaria na língua pátria
Só com amigos de infância

Se eu morasse em Amsterdam
Viveria à beira de um canal
Haveria flores em minha porta
Onde esperaria o jornal

Se eu morasse em Amsterdam
Nunca daria chilique
Se visse o povo na rua
Muito louco de haxixe

Se eu morasse em Amsterdam
Talvez me chamasse Ana
E teria uma grande amiga
Chamada Maria Joana

Se eu morasse em Amsterdam
Seria amiga da polícia
E frequentaria a zona
Mas não me interprete com malícia!

(Fernanda Vier em duvidoso momento de inspiração poética)

1 de jul. de 2010

a europa e a internet

Se às vezes me pergunto como era possível viver sem internet, na hora de viajar esse questionamento fica ainda mais contundente. Afinal, para tornar realidade nossa viagem de 20 dias pela Europa, usamos a internet para montar o roteiro, comprar as passagens e os tickets de trem, reservar os hotéis, alugar o carro... Não fosse ela, como teria sido? Sei lá, mas o que importa é que tudo o que fizemos pela internet deu certo. Isso mesmo: tudo.

Essa viagem começou a ser imaginada há bastante tempo e vinha sendo adiada ano a ano, até finalmente decidirmos: de 2010 não passa. O primeiro passo foi escolher a época: maio. Primavera, fora da alta temporada, nem tão frio, nem tão quente. As próximas decisões já podiam começar a ser tomadas.

Já tínhamos algumas ideias, vontades, sonhos, mas o roteiro só tomou forma mesmo quando, depois de alguns dias monitorando os sites das companhias aéreas, conseguimos um bom preço na passagem da KLM direto a Praga. Na verdade, os voos da KLM sempre passam por Amsterdam, de modo que o trajeto ficou Porto Alegre - São Paulo - Amsterdam - Praga. Já a volta ficou Paris - Amsterdam - São Paulo - Porto Alegre, sendo que a conexão Paris - Amsterdam foi feita três dias antes da data de retorno. Assim, por uma módica taxa de 60 reais, a capital holandesa entrou definitivamente em nosso roteiro.

A passagem foi adquirida no próprio site da KLM uns cinco meses antes do embarque. Era o tempo que tínhamos para decidir todo o resto. Praga, Paris e Amsterdam eram destinos certos. O que fazer no resto do tempo? Vai dizer. Essa é uma das melhores partes da viagem. Nesta fase, reservamos e cancelamos hotéis (os que não cobram adiantado, claro), mudamos de ideia várias vezes, reviramos o Trip Advisor, o Conexão Paris e o Viaje na Viagem (entre outros) de cima abaixo, devoramos guias impressos (sim, eles continuam sendo essenciais!), conversamos com viajantes mais experimentados... Enfim, começamos a viajar antes de sair de casa.

Um mês antes, tínhamos tudo 100% definido e reservado. Nosso roteiro passou a ser Praga, Garmisch-Partenkirchen e Munique (Alemanha), Paris e Amsterdam. A seguir, relato as principais "transações" – de reservas a compras – feitas pela internet que nos ajudaram a compor a viagem.

- Hotel em Praga: reservamos pelo Late Rooms o Residence Agnes por 66 euros/dia. E ficamos positivamente surpresos: o hotel era melhor ao vivo do que nas fotos do site, muito bem localizado em uma rua tranquila a poucos minutos a pé da Cidade Velha. Funcionários gentis e com inglês fluente. Claro que deve haver hotéis muito melhores em Praga, mas este tem uma excelente relação custo x benefício!

- Aeroporto de Praga até o hotel - serviço de transfer: primeiro destino num país cuja língua é o tcheco... achamos melhor não arriscar. Contratamos – por e-mail – o serviço de transfer do hotel. Além de ser quase o mesmo preço de um táxi (30 dólares), vale pela comodidade, afinal, era a chegada e estávamos bem cansados.

- De Praga a Munique - ônibus e trem: depois de quatro deliciosos dias na capital tcheca, era hora de mudar de ares. Alemanha! Como não havia trem direto para Munique, o jeito foi comprar o ticket que faz Praga-Nüremberg de ônibus (de primeira categoria, aliás) e Nüremberg-Munique de trem. Compramos no próprio site da DB, a companhia de trens alemã, com o prazo máximo de antecedência, que são 90 dias. Vale a pena: pegamos a menor tarifa possível! Mas tem que ficar monitorando para não perder a barbada.

- De Munique a Garmisch-Partenkirchen - carro: nosso primeiro destino na Alemanha não foi Munique; ficamos três dias na pequena Garmisch-Partenkirchen, localizada aos pés dos Alpes, a meio caminho de Innsbruck, na Áustria, e de Füssen, onde está o castelo de Neuschwanstein (o da Cinderela). Alugamos pela Sixt uma Mercedes A160 novíssima que aquecia até a bunda (achei supérfluo, mas como pegamos quase zero graus por lá, mudei de opinião rapidinho) e devidamente equipada com GPS, o que se mostrou uma mão na roda. A reserva do carro havia sido feita previamente pelo site da Sixt.

Não posso deixar de falar sobre a experiência do aluguel do carro. Em todas as vezes que fiz isso no Brasil, perdi pelo menos uma hora com a burocracia da papelada, as explicações idiotas (como ligar o pisca-alerta, como abrir o porta-malas...) e as vistorias. Em Munique, colocaram a chave na nossa mão, disseram (naquele inglês carregadíssimo) onde o carro estava e virem-se! Na entrega a mesma coisa: eles não foram nem conferir se o tanque estava mesmo cheio, se não usamos o carro em um rally... só devolvemos a chave e thank you very much! Enfim, tudo muito self-service e na base da confiança. Bem diferente daqui...

- Hotel em Garmisch-Partenkirchen: nos hospedamos no Mercure, da Accor. Neste caso pagamos adiantado para garantir as ótimas tarifas. Não imaginávamos ficar em um hotel de rede logo em Garmisch – embora este Mercure seja excelente –, mas não tivemos muita opção: lá, a maioria das pousadas é pequena e familiar, muitas não tem nem site, e as que enviamos e-mail não tinham quem entendesse inglês. Esse é o tipo de lugar onde internet e inglês não são tão úteis assim, o que, sinceramente, considero um charme a mais.

- Hotel em Munique: na capital da Bavária ficamos em um Tryp da rede Sol Meliá. A localização é apenas razoável (15 minutos a pé da Marien Platz, a famosa praça no Centro de Munique), mas o hotel é bom. A reserva, feita diretamente pelo site, foi paga no ato para garantir a tarifa camarada, que não incluía café da manhã. Mas isso não foi um problema, já que na Alemanha é possível comprar queijos, presuntos, pães e mil coisas deliciosas por preços inacreditáveis.

- De Munique a Paris - trem: este ticket também foi comprado no site da DB. A viagem levou seis horas e foi tranquila. No entanto, em Paris as coisas mudaram um pouco. Nós, que vínhamos da Alemanha, onde tudo funciona e é muito limpinho e cheirosinho, fomos negativamente impactados pelas estações de metrô da capital francesa. Sabíamos quais linhas pegar para chegar até nosso endereço, mas na prática não foi tão simples, pois foi preciso carregar duas malas grandes e pesadas escada acima e escada abaixo várias vezes. Demorei a acreditar naquilo: poucas estações de metrô de Paris têm escada rolante. Elevador? Esqueça. Não sei como cadeirantes se locomovem naquela cidade. Concluímos que a economia do táxi não vale o esforço.

- Estúdio em Paris: como ficamos sete dias em Paris, optamos por um estúdio e não por um hotel. Depois de pesquisar bastante, achamos que era o melhor a fazer, pois pelo que estávamos dispostos a pagar pela diária, o máximo que conseguiríamos seria um hotelzito muito meia-boca. Não é exagero: por 100-120 euros é difícil ficar bem instalado em Paris. O estúdio foi encontrado no site http://www.homelidays.com/ (referência 18500) e era apenas razoável. Se o proprietário fosse mais caprichoso, nossa impressão teria sido beeem melhor. E o prédio, óbvio, não tinha elevador: nada menos que 112 degraus nos separavam do estúdio. Haja perna, pulmão... Mas enfim, a semana saiu por 450 euros, uma pechincha. E a localização é quase imbatível: na rua Saint Honoré, bem no Centro, pertíssimo do Louvre, do Sena, de metrôs e etc. Por isso, fica a dica: quem pretende ficar pelo menos uma semana em Paris (costuma ser o mínimo exigido) pode optar por um estúdio ou apartamento pequeno, e se puder desembolsar mais do que nós, tanto melhor. Provavelmente encontrará excelentes ofertas.

- De Paris a Amsterdam - avião: o deslocamento Paris – Amsterdam foi feito de avião, já que fazia parte da nossa passagem da KLM. Desta vez nem cogitamos pegar o metrô, até porque o aeroporto Charles de Gaulle é bem mais longe que a estação do trem. Subir e descer escadas carregando 50 quilos de malas, nunca mais!

- Bed & Breakfast em Amsterdam: terminamos nossa viagem em Amsterdam, onde nos hospedamos em um bed & breakfast, o Inn Old. Ficamos muito felizes com nossa escolha: é uma espécie de pousada, localizada no centro da cidade e ao lado do distrito da Luz Vermelha (o que foi ótimo, o bairro é o máximo!), com diária de 95 euros com café (para Amsterdam, o preço é bem camarada). O quarto era lindinho, amplo e aconchegante, mas tinha o inconveniente de não ter banheiro privativo, era preciso dividi-lo com os proprietários. Um pouco estranho, certo? Mas não foi problema nenhum: o banheiro era absolutamente limpo e, como era apenas mais um casal, foi super tranquilo.

Tanto em Paris quanto em Amsterdam, a reserva da hospedagem foi feita por e-mail diretamente com os proprietários. Nos dois casos, não pagamos nada adiantado. Foi tudo feito na base da confiança. Depois de vários e-mails trocados, já nos sentíamos amigos dos caras. Enviamos todas as informações possíveis para tranquilizá-los de que realmente estaríamos lá no dia combinado, e poucos dias antes do embarque um último e-mail dizendo “já, já estaremos aí!”. Para nós, brasileiros, que não confiamos nem na própria sombra, que estamos sempre a mercê de algum espertinho pronto para nos passar a perna... essa é uma das melhores coisas da Europa.

E por que decidi escrever sobre isso? Ah, sei lá. Tanta gente nos pergunta “como vocês foram? com que agência?” e aí respondemos “agência nenhuma, fizemos tudo por conta” e muitos ainda ficam impressionados com isso, principalmente porque foi nossa primeira vez na Europa. Não tenho nada contra agências de turismo, mas vejo que muita gente poderia fazer diferente e não faz por insegurança, porque não se acha capaz de fazer ou porque não confia na internet (pois saiba que o seu agente de turismo faz tudo pela internet também, da mesma maneira que você faria). E, com isso, não se dedica tanto a sonhar, planejar, pesquisar, escolher. Deixar tudo nas mãos de especialistas pode reduzir os riscos ao mínimo (nunca a zero), mas o que você terá aprendido? Acho que toda viagem tem seus momentos roubada, tem imprevistos, tem coisas que você achava que seriam diferentes. Você vai tomar “tufo” antes, durante ou depois. Você vai gastar mais do que planejou. Você pode ficar resfriado (aconteceu comigo em Garmisch), você pode ser surpreendido pelo frio ou pelo calor fora de época (Paris 35 graus em maio). Você vai se irritar por não ser compreendido, vai ficar feliz porque entenderam seu inglês macarrônico, vai cruzar com pessoas grosseiras e gentis, vai derrubar preconceitos e mitos. E acredito que tudo isso será muito mais intenso se você tiver feito todas as escolhas.

Mas é só a minha opinião.

10 de jun. de 2010

tem que ir

"O quê? Você foi a Amsterdam e não visitou o museu da Anne Frank?"

Pois é, passei essa, algum problema?

Eu mesma vivo fazendo isso, mas tenho tentado me policiar. O fato é que é quase irresistível querer que os amigos façam e vejam o mesmo que você. Esquecemos que a nossa viagem é diferente da viagem deles. A realidade, as vontades, os gostos, tudo é muito diverso, por mais afinidade que se tenha.

Analisemos o típico caso do "tem que ir". No fundo, o seu amigo quer que você passe pelo mesmo que ele passou. E, muitas vezes, a experiência dele não foi das mais agradáveis. Você “tem que ir” porque ele não quer se dar mal sozinho, ou não quer reconhecer que fez programa de índio e acaba “indicando” a roubada. Não é fácil assumir os próprios erros, ainda mais quando estão envolvidas boas somas de dinheiro e as suas preciosas férias.

Aconteceu conosco em Búzios. Vários amigos recomendaram que fôssemos a Arraial do Cabo, que é ali perto. Lá fomos nós. As águas são realmente cristalinas, mas o passeio de barco foi uma droga. Quando tudo acabou, lamentamos o dia perdido em um programa mais ou menos.

Então o negócio é desencanar e não entrar nessa do "tem que ir". Tem que ir para ver que é ruim com seus próprios olhos? A internet está aí para informar e advertir. Pesquise antes – em sites isentos, por favor – para não cair em armadilhas.

E aí chegamos ao ponto. A Torre Eiffel.

De tudo o que fiz em Paris, o mais "tem que ir" era subir a Torre Eiffel.

A primeira vez que eu enxerguei a Torre foi incrível. Foi logo no primeiro dia, de uma das pontes do Sena perto do Louvre. Dei um gritinho e senti o frio na barriga: estou em Paris. Sensação maravilhosa. Depois a vi várias outras vezes, de perto e de longe, porque é raro algum ponto de Paris de onde não se possa ver um negócio daquele tamanho. Ela está quase sempre lá, acompanhando nossos passos.


Mas e subir?

Bom, eu estava decidida desde sempre que subiria. O Fredo, nem tanto. Ele bem que tentou me dissuadir, mas não conseguiu. Fora de cogitação, “tem que ir”. Escolhemos uma segunda-feira de manhã, fugindo estrategicamente do final de semana. Chegamos o mais cedo possível, que não foi tão cedo assim porque ficamos bebendo vinho rosé na noite anterior e acordamos de ressaquinha.

Vou pular a parte em que ficamos mais de meia hora na fila errada (na que não tem elevador e os turistas pagam 5 euros para subir 400 degraus - sinalização, definitivamente, não é o forte de Paris). Uma vez na fila certa, precisávamos decidir se iríamos até o último nível, a mais de 300 metros de altura. O Fredo não estava nem um pouco a fim. Eu não estava completamente certa. Mas o "tem que ir" falou mais alto. Vou subir na Torre Eiffel e ficar no segundo andar, SÓ a 115 metros de altura? Não. Quero o topo.

Naquele dia, o céu de brigadeiro não podia ser mais perfeito para ver a cidade do alto. Só que o sol e o calor estavam implacáveis – em plena primavera, demos a sorte ou o azar de pegar temperaturas de verão em Paris. Com isso, a fila, que já é lenta e cansativa, ficou ainda pior. Levamos em torno de 1 hora e meia só para comprar os tickets, mais meia hora até chegar ao saguão do elevador, tudo isso sob um sol escaldante. No tal saguão espremeram-se dezenas de crianças e adultos, e o Fredo, que é meio claustrofóbico, quase desmaiou. E não é que o elevador resolveu dar pau bem nessa hora? Siiiiim, em Paris os elevadores também pifam. Mas ninguém arredou o pé: essa geringonça vai ter que funcionar! E funcionou, depois de mais uns vinte minutos esperando. Ar-condicionado? Nem em sonho.

Quando finalmente chegamos ao segundo andar, a vista levou um tempo até chamar nossa atenção. Estávamos cansados, queríamos ir ao banheiro e sentar um pouco depois de tantas horas de pé. Imagine o humor do Fredo a essas alturas. Eu, diplomática como quase sempre, tentava ver o lado bom da situação e me entusiasmar, afinal, estava na Torre Eiffel.

Depois de um rápido descanso, fomos disputar nosso lugar ao sol (literalmente) para curtir a vista e tirar fotos. Foi preciso enfrentar hordas de gente de todas as nacionalidades para chegar aos pontos que poderiam dar boas fotos. Na minha opinião, sobe gente demais naquela Torre. E isso ficou ainda mais evidente quando decidimos pegar o elevador que nos levaria ao topo: devia ter umas 500 pessoas na fila. Ou seja, se havia fila para subir, claro que também haveria para descer, e depois mais uma para ir do segundo andar ao térreo. Tô fora.

Pois é, resolvemos não subir. Pagamos o ticket de 13 euros (o do segundo andar é 8 euros) e jogamos dinheiro fora. Não dava pra encarar mais aquela fila. O "tem que ir" tinha chegado ao limite. Já me disseram que o legal de subir é mais pela emoção da subida mesmo, porque tudo fica pequenininho demais daquela altura e bom mesmo é ver Paris do segundo andar. De fato, a vista dali é belíssima. As fotos estão aí para comprovar.



Agora, se vierem me perguntar se eu acho que a Torre Eiffel é programa obrigatório, já sei o que vou dizer:
Ver a Torre de longe é muito legal, faz você sentir que está MESMO em Paris, e você não precisa ir a nenhum lugar muito específico para vê-la.
Ver a Torre de perto (mas não muito de perto) é muito legal também, especialmente da Place du Trocadéro.
Ver a Torre ao anoitecer, quando ela se ilumina, e o show de luzes (que dura uns 5 minutos) é imperdível.
Você pode ter vistas maravilhosas de Paris sem sofrer tanto: do Arco do Triunfo (a que eu mais gostei), do terraço do Centre Pompidou, da Sacré-Coeur. E certamente de outros pontos que eu desconheço.
Sobre subir a Torre, decida sozinho. Mas eu é que não vou dizer "tem que ir".

E se você quiser uma cidade bonita DE VERDADE vista do alto, vá a Praga, na República Tcheca!


9 de jun. de 2010

o que vale a pena contar


Opa, tudo bem?

Não voltei da Europa inspiradíssima para escrever sobre a Europa. Achei mesmo que isso aconteceria. Também pensei que escreveria muito sobre a viagem que fiz no verão de 2009 para o litoral de Alagoas, mas acabei não escrevendo nada. Fui deixando, deixando, e o momento passou.

Não é o mesmo que acontece com essas férias europeias, que obviamente não foram como ir para o Nordeste do Brasil. Mas é que tanto se fala sobre Paris, Praga, Amsterdam e etc. que eu não acho que minhas impressões possam contribuir muito. São impressões, como eu bem disse no post anterior, de uma "marinheira de primeira viagem". É o olhar de alguém que pisa na Europa pela primeira vez, e portanto, muito limitado.

O fato é que, no final das contas, cada um tem uma visão, cada experiência é única. A minha foi diferente da sua. É normal que eu não tenha gostado muito da mesma coisa que alguém adorou, e vice-versa. Não vi nem fiz tudo o que outras pessoas fizeram, os destinos que escolhi não são os mesmos que muitos teriam escolhido. Qualquer coisa que eu escreva será absolutamente particular, representará unicamente a realidade que eu vivi.
Por tudo isso, vou me abster de detalhar meus 20 dias de férias na Europa. Coloquei as melhores fotos no Orkut para compartilhar com os amigos de perto e de longe. Pretendo fazer o mesmo no Facebook, assim que sobrar um tempinho. O resto é lembrança, é o que terei sempre para contar, é vivência, e isso nem cem anos apagam.
O que certamente acontecerá é que, em meus próximos textos, minha experiência virá sob outras formas, afinal, uma viagem é aprendizado e descoberta. Me sinto, sim, mais completa. Faltava isso no meu currículo.
No entanto, quero escrever sobre algumas coisas sim, ideias que vieram com a viagem. O próximo post, sobre a máxima TEM QUE IR, vai contar nossa aventura (desventura?) ao subir a (imperdível? obrigatória?) Torre Eiffel. Também quero falar sobre o fato de a viagem ter sido inteiramente planejada, pesquisada e, principalmente, RESERVADA e COMPRADA pela internet. Isso sim, vale a pena ser compartilhado.

2 de mai. de 2010

borboletas no estômago


Então as coisas vão acontecendo e me deixando assim, meio tonta. Tudo o que penso e faço e vejo é para a viagem de daqui a alguns dias, aquela tão sonhada, aquela acalentada durante anos e anos, desde que me entendo por gente, talvez. Aquela que deveria ter acontecido de outro jeito, num outro momento, ou não, porque daí não seria esta viagem, teria sido outra. Esta é esta, aquela é aquela, e aquela não aconteceu, pronto. Let’s change the subject.

Será minha primeira vez em um avião com três fileiras de cadeiras, cada fileira com três cadeiras, o que faz com que este avião tenha nove fileiras de cadeiras. Ou melhor, de assentos. Avião tem assento, não cadeira. Já era hora de eu saber disso. Também será a primeira vez que ficarei mais de dez horas dentro de um avião, sobrevoando um oceano. Será a primeira vez que pisarei no Velho Mundo, aquele das aulas de história e dos filmes épicos. São tantas primeiras vezes que acho melhor parar por aqui.

Já ando pensando como e o que vou escrever quando voltar. Primeiro: pretendo me esforçar para deixar a pretensão de lado e escrever como uma boa turista de primeira viagem. Que é o que sou, for God's sake. Não posso querer escrever ou pensar como parisiense, praguense, muniquense, amsterdanense. Não tem jeito, serei mais uma brasileira deslumbrada a descobrir as maravilhas do outro lado do Atlântico, a contar centavos de euros pra ver se dá pra jantar naquele restaurante bacana, a invejar a vida europeia, o glamour de Paris, as cervejas alemãs, os telhados alaranjados de Praga, os cafés de Amsterdam. E serão tão poucos e breves dias em que tentaremos ver e fazer tudo o que pudermos, mas também tentaremos andar à toa pelas ruas, ouvir as línguas estranhas, observar as pombas nas praças, apontar para o lixo na rua e dizer "viu, viu! aqui também tem sujeira, não é só no Brasil". Ou não.

Seja como for, juro, prometo que vou escrever como uma iniciante, com todo o direito de errar, de falar a maior bobagem do mundo, a ponto de me acusarem de louca, de perguntarem "mas você esteve na mesma Paris que eu estive???". Porque a gente só consegue sentir um lugar, saber um lugar, depois de ir duas, três, muitas vezes. E mesmo assim (então não falei há poucos dias sobre minha incrível visão míope do Rio de Janeiro? então não versei sobre minha segunda vez em Búzios, dez anos depois?), nunca conheceremos, nunca saberemos como eles, como os que lá são o que eu sou aqui em Porto Alegre, e olhe que nem portoalegrense eu sou (que o digam os amigos guaibenses que se entristecem ou se ofendem ou me xingam ou só acham graça do meu menosprezo - a esses últimos, obrigada pela compreensão).

Então aqui estou eu, escrevendo pela primeira vez sobre a viagem que planejo há meses. Apenas cinco dias me separam dela. Minha lista de afazeres turísticos inclui muitas compras em freeshops e pontas de estoque europeias descobertas internet afora, porque sou mulherzinha até dizer chega. Mas inclui, sobretudo, sentir. Viver. Ver. Comer e beber, talvez não nessa ordem. Andar, me cansar, não entender, me perder, me encontrar. Falar inglês (detalhe: não vou a nenhum país de língua inglesa, God have mercy). Levar patada de algum francês mal-humorado. Me sentir cosmopolita uma vez na vida.
Sinto borboletas no estômago. Foi meu professor de inglês, o Marlo (que me ajudou a estar neste momento com a língua da aunt Elisabeth praticamente desenferrujada), quem me falou isso. Do you feel butterflies in your stomach? Sim, sinto. Muitas borboletas. Não dá pra fingir que é só mais uma viagem. It's big deal. Por mais piegas, por mais clichê que isso pareça, é a realização de um sonho.
Meu próximo post será, muito provavelmente, só em junho. É rapidinho. Vou ali e já volto.

Au revoir!

8 de abr. de 2010

deixa assim

Capital da violência ou paraíso tropical? Clichês à parte, o Rio de Janeiro me encanta tanto que chega a doer. Sonho com o dia em que poderei financiar no mínimo uma longa estada por ano na cidade. Enquanto isso, vou vivendo das memórias de cada segundo que lá passei. E fico esperando ansiosamente pela próxima promoção de companhia aérea.

O Rio, por si só, já é um clichê. Não é a imagem automática que todo estrangeiro tem do Brasil? A cidade maravilhosa entoada em mil versos? O cartão postal capaz de representar um país inteiro? Pensando assim, dá até pra dizer que todo brasileiro é um pouco carioca!

Se o Rio é o próprio clichê, é também a mais pura contradição. É onde muitos querem estar, e de onde tantos querem fugir. É onde o pobre tem vista para o mar e o rico vive atrás das grades. Abriga a intelectualidade da Zona Sul e a futilidade da Barra da Tijuca.

Visão deturpada? Estereotipada? É provável que sim. Cariocas, não se zanguem! Não passo de uma turista. Até tento parecer nativa, mas o desbotado da pele e o sotaque sem chiados me denunciam em segundos. Não tenho a pretensão de descrever o Rio dos cariocas, mas sim o de uma visitante esporádica. E cegamente apaixonada.

Mas e se eu me mudasse pro Rio? Bom exercício. Adoro me imaginar vivendo nos lugares que visito. E todas as vezes em que estive no Rio, essa imagem quase se materializou diante de meus olhos.

Eu moraria em Ipanema. Também poderia ser no Leblon. Numa daquelas ruas transversais às avenidas. O prédio teria grades e segurança. Mas, uma vez do lado de fora, eu estaria livre, a poucos passos da orla. Eu seria bronzeada e sarada, afinal, me exercitaria todas as manhãs no calçadão e na praia. Nos finais de tarde, iria com as amigas a um boteco pé-limpo e tomaria chope da Brahma. Nos finais de semana, me remelexeria nas casas de samba da Lapa.

Você dirá: não é bem assim. E eu direi: ESSE é o Rio que me dói. Assim é o Rio das minhas lembranças. Não estrague meus sonhos. É desse Rio que eu quero sentir saudades. Então, fazendo o favor, deixa assim.
***
Este texto foi originalmente escrito a mão, no dia 31 de março de 2010, na aula de Leitura e Produção Textual da Faculdade de Letras da PUCRS. Depois da correção e das pertinentes considerações da professora Jocelyne Bocchese, ele foi revisado e adaptado para melhor se enquadrar aqui no blog.
Poucos dias depois, chuvas implacáveis caíram sobre o Rio de Janeiro, fazendo centenas de vítimas. No noticiário, o Rio e as cidades do entorno são cenários desoladores. Por isso, achei que seria um bom momento para publicar o texto. O Rio de hoje - 8 de abril de 2010 - não é o que eu quero guardar na memória, mas é o que está precisando de ajuda. Força a todos os cariocas e fluminenses.

21 de out. de 2009

búzios: um lugar para voltar

Já faz algum tempo que a gente comenta sobre voltar aos lugares que gostou mais. Santa Catarina não conta, claro. Pra lá já voltamos várias vezes. Mas é que desde que começamos a viajar para mais longe, de avião, sempre avaliamos: com tanto lugar no mundo, será que um dia vamos vir aqui de novo?

Búzios foi o lugar que escolhemos para estrear nossos retornos (ah! Rio de Janeiro capital também não conta!). Não foi ao acaso: estivemos lá em fevereiro de 1999 e a viagem foi marcada por estreias: minha primeira vez num avião (Transbrasil, acredite), nossas primeiras férias fora da região Sul, a primeira viagem mais longa e longe. Naquela ocasião, dividimos as férias em duas: Guarapari (ES) e Búzios, sete dias em cada. A primeira semana não foi tudo isso. Carnaval, multidões, era quase como estar em Tramandaí. Mas Búzios tornou essa uma de nossas melhores férias.

Mais de 10 anos depois, em outubro de 2009, revisitamos a cidade que tanto nos encantou. O interessante (ou assustador) é perceber que as coisas mudaram um bocado, inclusive nós mesmos. Ora, eu tinha só 22 anos. E fui justamente escolher o meu aniversário de 32 pra voltar lá. No mínimo, faz pensar.

Uma coisa é certa: com mais grana é melhor ir a Búzios (Dã. Onde não é melhor ir com mais grana??). Há 10 anos éramos bem mais duros. Andávamos só a pé ou de ônibus. Escolhíamos a dedo onde iríamos comer, pra fugir dos careiros (o que não é muito fácil em Búzios). Dessa vez, deu pra aproveitar mais. Alugamos um carro e ficamos em Geribá, numa pousadinha lindinha chamada Bon Bini (longe das chiquérrimas, mas uma evolução em relação à simplinha de 1999). Até jantamos no tailandês Sawasdee, pra comemorar meu aniversário. Enfim, nada de esbanjamentos, só uns confortinhos a mais.

E o que eu achei de Búzios?

Eu amei Búzios. Queria morar em Búzios. Não poderia ter escolhido melhor destino para retornar.

Claro que tem defeitos, não é perfeita. Mas, de todos os lugares que já visitei, não tenho dúvidas de que é um dos melhores pra se passar as férias ou um feriadão. Um lugar que dá pra ficar um bom tempo, porque tem muita coisa pra ver e fazer. Búzios tem praias belíssimas e, ao mesmo tempo, aquele centro cheio de restaurantes ótimos, lojas descoladas e por aí vai. Junte o que tem de bom numa cidade grande com natureza e praias maravilhosas, e o resultado (ou um dos) será Búzios.

Nesses 10 anos, a cidade cresceu, mas não perdeu o charme. Ao contrário, a orla Bardot está muito mais linda (nem tinha esse nome na época), a Rua das Pedras está ainda mais badalada... e a mulherada cada vez mais chique! Sair à noite em dia de balada é uma verdadeira aula de moda. A montação é tanta que põe a Padre Chagas no chinelo. E sabe aquela dica que todas que foram a Búzios dão sobre não usar salto na Rua das Pedras? Eu a sigo religiosamente, mas tem muita mulher que não está nem aí e simplesmente usa seu MAIOR salto, sem medo de ser feliz (nem de cair ou de torcer o tornozelo). Quanta coragem!

O lado ruim do crescimento é que os morros estão apinhados de casas, mansões que interferem na paisagem e, claro, na natureza. É um problema real. Na Ferradurinha, por exemplo, tenho uma foto de 1999 do morro limpinho, só com o verde da mata. Hoje, tem um casarão cravado bem ali. Uma pena. Espero que isso não continue!

Sobre o tempo, estávamos esperando o pior. A previsão era péssima, tanto que levamos na mala dois vinhos e duas espumantes, já esperando ficar ilhados na pousada. Mas o milagre aconteceu. Tirando o primeiro dia (chegamos lá abaixo de muita água), o clima foi melhorando, melhorando, até os dias ficarem lindos e perfeitos. Acho que outubro é uma ótima época para estar em Búzios.

Pra não me estender mais, afinal ficar falando das coisas boas de Búzios não vai ser muito diferente do que tantos já disseram, essas são minhas dicas, recomendações, percepções:

- Geribá: tem muita gente que não gosta dessa praia, porque ela é extensa (mais de 2km), ao contrário da maioria das praias de Búzios, que são enseadinhas. Mas eu acho Geribá bem legal. A partir das 4, 5 horas da tarde, o sol reflete na água de um jeito especial, tem um brilho lindo. O banho é ótimo. Querendo ondas, é o lugar certo! (eu, criada nas praias do Rio Grande do Sul, sinto falta de ondas!). E a opção de se hospedar lá também foi boa. É longe e perto ao mesmo tempo. Mas tem que estar de carro, viu?

O brilho do sol na água é especial em Geribá!

Da varanda da pousada víamos a lagoa de Geribá

- Ferradurinha: perdeu um pouco da beleza com as várias barracas e mesinhas de plástico amarelas que se instalaram ali. Em 1999, havia nessa praia uma única barraca, a do seu Anastácio, um velhinho de quem compramos várias cervejas geladas. Até fotografamos seu Anastácio. Infelizmente, soubemos que ele morreu pouco tempo depois. Hoje, a filha dele toca o negócio, várias outras barracas vieram, e construíram uma casa no morro. Mudou, mas continua linda, aconchegante, convidativa. Não dá pra não ir.

Era melhor sem tanta mesa e cadeira de plástico...

A filha do seu Anastácio, outrora o único comerciante da praia, toca o negócio do pai


- Azeda e Azedinha: acho que são as mais famosas de Búzios, ainda mais agora com a novela do Maneca. São lindas mesmo, e o melhor, são bem perto do centro, acessíveis a pé. Só a Azedinha eu não consegui curtir muito, pois ela é tão pequenina que ficou difícil disputar um pedaço de areia e até de praia com tanta gente. E “tanta gente” não deve ser mais do que 30 pessoas. Na Azeda dá pra ver a pesca da sardinha e o vôo das gaivotas, que dão show. Bom de sentar e ficar o dia todo de bobeira, admirando tanta beleza.

Vindo da Azedinha tem-se essa vista da Azeda. Na praia, a pesca da sardinha


- Centro, Rua das Pedras, Orla Bardot: sem dúvida uma das melhores coisas de Búzios é a parte urbana. Caminhar na Orla Bardot (linda, linda, linda), babar nas vitrines, ir e vir na Rua das Pedras e na rua de baixo que agora não lembro o nome... uma delícia, pra quem gosta disso. É uma atração turística tão importante quanto qualquer praia. Um dos lugares mais concorridos da Rua das Pedras, a creperia Chez Michou - que frequentamos em 1999 - dessa vez não deu pra ir, tal era a muvuca. Mas não há de ser nada: o que não faltam são opções por ali. Capriche no modelito e vá balançar as tranças na rua mais charmosa do Brasil!

Prepare-se para bater perna e ver gente bonita :-)

Eu e Brigitte Bardot na orla que leva o nome da diva


- Sawasdee: o restaurante que escolhemos para comemorar meu aniversário é ótimo, com toda certeza, mas tenho uma reclamação a fazer: por que eles se acham no direito de cobrar 12% de serviço? Tudo bem, a diferença é pouca para os tradicionais 10%, mas não se trata disso. O atendimento é bom, a comida é boa, mas não é melhor do que tantos outros! Humpf, não gostei. Será que um dia poderemos dar gorjeta no Brasil de acordo com a qualidade do serviço, e não com o que o prestador de serviço ACHA que merece?

Isso aí foi antes de receber a conta com 12% de serviço


- Arraial do Cabo: nos decepcionamos um pouco, mas é que não tivemos muita sorte. Fomos no dia do feriado (sinônimo de muvuca) e o dia estava muito, mas muito ventoso. Optamos pelo passeio de barco até uma praia que não pode ser acessada de outra maneira e que é protegida pela Marinha. Para chegar lá, enfrentamos um mar muito agitado. Pavor! Pela primeira vez tive medo de estar em um barco. Tiramos belas fotos, é realmente lindo, mas não consegui relaxar. E como em todo passeio desse tipo, a maior roubada ainda nos aguardava: o tal restaurante flutuante onde todos os barcos despejam os turistas. É tão feio que não merece a visita. Apesar da sensação de dia meio perdido, é aquilo: fui, vi, não me apaixonei, mas tente um dia me convencer a voltar. Se não tiver nadica de vento, penso no caso.

Dá pra notar o pavor por trás das latinhas?

Me achando Tieta do Agreste

A conclusão da viagem é que quero voltar a Búzios muito mais vezes, um dia quem sabe alugar uma casa e ficar por lá um mês inteirinho. Estou perdidamente apaixonada. Nem sei se consegui demonstrar isso nesse post, acho que não, fiz meio na corrida. Mas pode ter certeza que, aqui dentro, meu coração bate mais forte por esse lugar.

8 de fev. de 2009

sobre as férias

Voltar de férias até é bom, mas também é meio complicado. Primeiro, a gente se deu conta de que foram curtas demais. Mal começou, já estava no fim. Decidimos que é a última vez que tiramos férias tão curtas. 14 dias, no mínimo. Pra desligar mesmo.

Segundo, a gente se acostuma mal. 10 dias sem preocupações domésticas. Sem lavar louça. Sem hora pra dormir ou levantar. Sem domingo ou segunda-feira. Tomando cafés-da-manhã homéricos. Abrindo os trabalhos antes do almoço. Comendo camarão dia sim, outro também. Por essas e outras que a volta à rotina costuma ser tão traumática.

Quero muito escrever mais sobre as férias, contar e mostrar os lugares que conhecemos, as coisas boas e ruins, as quentes e as frias. Mas ainda não tive tempo pra isso. Consegui pelo menos colocar as fotos no Orkut, pra saciar a curiosidade dos amigos. Eu não me contentei em voltar à rotina, já fui logo arrumando um monte de coisas extras pra fazer. Curso de Arquitetura de Informação na Perestroika, retorno à ginástica 3 vezes por semana, aula de violão... e vem mais por aí, 2009 será um ano de muitas metas a serem atingidas.

Enquanto preparo o superpost sobre a viagem, deixo essa prévia com algumas fotos legais.

Praia de Tatuamunha, litoral Norte de Alagoas (Rota Ecológica)

Coqueiral visto do mirante da Praia do Gunga, litoral Sul de Alagoas

Praia da Barra de São Miguel, litoral Sul de Alagoas

Praia de Carneiros, litoral Sul de Pernambuco

14 de jan. de 2009

mar azul-calcinha me espera nas alagoas

Já estou naquele ponto que só penso nas férias que se aproximam. O Fredo não para de montar roteiros, faz dois ou três por dia, anotando tudo em folhas de caderno. Já sabe decor as praias, as barbadas, as dicas quentes e as frias que cercam qualquer viagem turística.

Dessa vez vamos desbravar o litoral alagoano. Não inteirinho, é verdade, mas a melhor parte, a mais selvagem, apelidada de Rota Ecológica por nosso guru Ricardo Freire. A viagem também vai incluir uma boa parada em Carneiros, ainda em Pernambuco, e, claro, em Maceió, porque (quase) sempre é preciso um pouquinho de urbanidade.

Nossas expectativas são altas, enormes. E acho que não têm como não serem atendidas. Acho até que essa tem tudo pra ser a melhor viagem das nossas vidas. Com chances, inclusive, de superar Fernando de Noronha. Afinal, Noronha é um paraíso pequenininho, com diâmetro e atrações limitados, bem diferente da diversidade que encontraremos em Alagoas. Alguns dirão "menos, Fernanda, menos". Eu prefiro pensar que a próxima viagem será sempre a melhor.

Esse período pré-férias é legal porque dá um friozinho na barriga. Tem que lembrar de tudo, comprar o que falta, marcar manicure, depilação, tudo tem que ser feito no momento certo pra nenhum imprevisto atrapalhar a viagem. Adoro. Esse ano eu até resolvi fazer um bronzeamento a jato pra não chegar tão albina no Nordeste. Isso sem falar na superdieta que comecei rigorosamente depois do feriado de ano-novo.

Tudo pra sair bem na foto. Afinal, vamos combinar: pra sentar naquela cadeirinha ali, tem que dar um trato no visual antes, né? Pra não destoar tanto da paisagem.

Piscina da pousada Borapirá, onde nos hospedaremos na Rota Ecológica, litoral Norte de Alagoas.

24 de dez. de 2008

amigo sandro, obrigada por tudo


Que Madonna que nada. Bom mesmo foi ter ficado pertinho do meu amigo Sandro, esse irmão que conheci aos 15 anos e que continua sendo o mesmo amigão de sempre.

Sandro, quero deixar registrado aqui no blog que tu foste um ótimo anfitrião, que eu REALMENTE me senti em casa na tua casa e que não vejo a hora de repetir a dose. Obrigada por ter me levado na The Week, por ter me apresentado teus amigos, por ter me dado a chance de me divertir taaaaanto naquela balada maravilhosa, por ter passseado comigo na Oscar Freire, por ter dividido comigo aquele sushi... adorei cada momento.

coisas boas e ruins de um show da madonna

(Tentar) ver Madonna no Morumbi foi uma experiência e tanto. É muito provável que esta tenha sido minha última vez num show em estádio e, principalmente, na pista. Esqueci o dorflex e quase morri de dor nas costas, depois de passar horas em pé ou muito mal sentada no chão. Nunca fui fã de freqüentar estádios nem pra ver o Grêmio jogar, abri uma exceção porque, afinal, é Madonna, e acho que tão cedo ela não pinta no Bourbon Country...


Vamos aos fatos. Primeiro, o show atrasou 1 hora e meia. E aqui fica meu protesto: esse povo de São Paulo é muito pacífico! Ficou ali como se um atraso desses fosse normal! Eu queria reclamar, mas o que seria minha voz sozinha entre 70 mil? Não ouvi um ai. Defeito ou virtude dos paulistanos, que certamente eram maioria lá? Não sei, mas fiquei revoltada. Quieta, mas revoltada.

Eis que então, finalmente, o palco se iluminou... Os telões foram ligados... E ela entrou. E todos, inclusive eu, esqueceram o atraso. E a dor nas costas. E a vontade de fazer xixi. O que tem essa mulher pra fazer isso com as pessoas? Eu, que nem curto muito música pop, que sou muito mais do "banquinho & violão", do samba, da música brasileira, fui totalmente contagiada por aquela freak que não envelhece nunca, que não pára de lançar discos incríveis e que não deixa as britneys e rihannas da vida chegarem nem perto do posto que há anos é dela.

Agradeci por ter me dedicado a ouvir exaustivamente o disco Hard Candy no meu MP3 nas últimas semanas, pois assim pude acompanhar praticamente todas as músicas. E adorei. Juntando essas com um punhado de outras mais antigas que ela cantou e está feito o show perfeito, que remete uma guria de 31 como eu a várias fases da vida, principalmente à tão remota adolescência.

Pena mesmo que não vi muita coisa. Em meus minguados 1 metro e 65, não fui páreo para meio Morumbi com mais de 1,70. Pescoção esticado, ponta do pé, nada resolveu muito. Diante de tudo isso, o saldo da experiência é uma mistura de coisas boas e ruins. Mas a conclusão é que as coisas boas neutralizam as ruins, como acabei percebendo depois que fiz essa listinha:

Gostei:
- Do show em si, da produção, dos efeitos visuais, do som que estava impecável. É puro entertainment, é espetáculo. Expectativas atendidas e superadas.
- Da companhia perfeita do meu amigo Sandro, super parceirão que até ergueu várias vezes as dezenas de quilos deste corpitcho (aff...) pra eu ver melhor o palco.
- Da simpatia da Madonna (por essa eu não esperava), que bateu altos papos, reclamou da chuva (até os popstars falam sobre o tempo...) e sorriu muito.
- Da tranqüilidade daquele povaréu. Nem sombra de violência, pelo menos por onde eu passei.
- Do repertório mesclando músicas novas e antigas.
- Do momento Like a Prayer. Nunca pulei daquele jeito num show!
- Das cervejas geladas que tomei (só isso e muita sede pra salvar uma Sol).

Não gostei:
- Do atraso de 1 hora e meia.
- Do conformismo do público com o atraso de 1 hora e meia.
- Da Madonna ter ficado quase metade do show dançando no chão (se em pé já era ruim enxergar, imagina deitada).
- Da desafinação da Madonna cantando Borderline em ritmo de rock.
- Da Madonna fingindo tocar guitarra.
- De a Madonna ter recusado o pedido de um cara para cantar Open your heart. Se só ensaiou Express yourself, por que pergunta?
- Da altura da Madonna (vai ser baixinha assim no inferno!).
- Do cabelo da Madonna (ela já teve momentos melhores).
- De a única cerveja a venda lá ser Sol.
- De ter sido obrigada a entrar no estádio do São Paulo (grrrrrrrrrrr)

22 de jul. de 2008

o bloco, a dercy e os videntes


Eu passei um momento muito legal bem pertinho da Dercy Gonçalves. Ela era a homenageada do Bloco da Galinha do Meio no carnaval de 2007 e vinha saracoteando em cima do caminhão com pinta de trio elétrico. E eu, contagiada pelas marchinhas, pelas várias cervejas e pelo pique da velhinha, pulei com vontade nas ruas de Ipanema.

Foi um dos momentos mais divertidos de uma das melhores férias da minha vida. A cena era surreal: a Dercy ali, sambando, hora em pé, hora sentada, e visivelmente feliz. Já eu, pra lá de bagdá, ao som de Alá Meu Bom Alá, aproveitei horrores. A foto não me deixa mentir. Estão vendo Dercy ao fundo?

Videntes, nós?
Não vou nem contar em detalhes a conversa que o Fredo e eu tivemos horas antes de ela passar dessa pra melhor. Mas resumindo, a gente comentou quando será que a Dercy ia morrer, que ela parecia eterna e que seria engraçado ver o William Bonner anunciar no Jornal Nacional que, "aos 115 anos, morre Dercy Gonçalves".

Bom, ela não morreu aos 115 anos e não foi o Bonner quem deu a notícia, mas ela se foi na tarde daquele sábado. Uuuuiii... Não quero nem pensar no que isso significa.

Descansa em paz, Dercy!

23 de jun. de 2008

ressaca carioca (agora com fotos)

Putz, tô mesmo na maior ressaca, o corpo pedindo uma noite bem dormida. Porque passar só o final de semana no Rio de Janeiro vale a pena, mas caaaansa! Cada minuto é precioso e dormir é a maior perda de tempo.

Praticantes do "botecoturismo" como somos (créditos: meu amigo Romualdo cunhou este termo no verão de 2003, durante nossas primeiras férias cariocas. A-DO-RO!), não deixamos por menos. Fomos a todos os nossos prediletos: Informal, Belmonte, Bracarense, Jobi, Conversa Fiada, Devassa. Em todos eles, nós - óbvio - bebemos e - nem tão óbvio - comemos. Empada de camarão, escondidinho, carne de sol desfiada com cebola, pizza... O resultado é uma sensação que mistura culpa e felicidade.

A noite de sexta foi na Lapa, do jeito que eu gosto: boteco, chope, cachacinhas e comidinhas, especialmente empadas, muitas empadas! De camarão com catupiry, claro. Tava um tumulto digno da mais movimentada noite da Cidade Baixa. Data esta que, certamente, não seria 20 de junho.

Na mesinha de calçada do Antonio's, na Lapa

No Rio, o primeiro dia do inverno veio abençoado pelo sol e por um calor de mais de 30 graus. Nosso sábado começou com o pitoresco passeio de bonde pelo bairro de Santa Teresa. No início deu medo, principalmente quando ele passou por cima dos arcos da Lapa. Falando sério: aquilo ali não respeita regras mínimas de segurança. Tem que fazer vista grossa mesmo e pensar que todos os dias milhares de pessoas andam no veículo, especialmente gringos, e se algum já tivesse morrido, teria dado no Jornal Nacional. Então não vai ser contigo que vai acontecer uma tragédia, né?

Vai por mim, é melhor pensar assim e fazer o passeio. Daí é relaxar e se divertir com os moradores que andam dependurados no bonde. O bairro é uma graça, tem um quê de Pelourinho e de favela... até comprei uns trecos numa lojinha supercharmosa! E almoçamos na Adega do Pimenta, um simpático restaurante alemão.

O Fredo no bonde de Santa. Parado, obviamente

Não era permitido fotografar esse armazém de
Santa... mas eu só descobri isso depois

Pra quem pensa que esta que vos escreve só gosta de pé sujo, chope e cachaça, nosso final de semana teve um momento chique. Os amigos Eti e Cadu nos levaram ao restaurante do Jockey Clube no sábado à noite. Excelente pedida, só que tem que ser sócio, dá licença? Nos divertimos horrores e depois ainda esticamos no Conversa do Leblon. Companhia agradável, comida boa, bebida idem... o que mais poderíamos querer?

E o domingo foi um delírio. Botecoturismo na sua mais profunda essência. Com direito a jogo do Grêmio (3x0 no Atlético-PR de pênalti!), afinal, não tinha nenhum time carioca jogando naquela hora e o garçom era legal. Por tudo isso, minha segunda-feira foi, digamos, quase inútil. Mas lavô, tá novo.

Entre as diversas excentricidades do Rio, quero destacar duas:
1) Em que lugar do Brasil tu escuta "uuuuuuh" ou “gooool!!!” durante um jogo entre Holanda e Rússia? No Rio. Foi engraçado ver os gringos torcendo por suas seleções na Eurocopa. E o Fredo até encontrou um alemão que trabalha no ramo de aço da ThyssenKrupp (torcendo pra Espanha, eu hein?). Colega!
2) Carioca estaciona na calçada como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Pedestre que se dane, ande na rua, perigando ser atropelado. Não gosto, acho o cúmulo da falta de civilidade. Calçada é feita pra andar! Só espero que essa moda não pegue.
P.S.: de novo não rolou meu encontro com o Chico... Incrível o nosso azar, ele nunca está no Rio quando eu vou pra lá... aposto que foi pra Paris. Someday, someday...

13 de jun. de 2008

saudade dos livros e do rio de janeiro

Eu tenho saudade dos livros que leio. Quando termino um, me dá um aperto, fico com aquele olhar vago, um sorriso pequeno. Fico pensando se não era de ler tudo de novo.

Se o livro era emprestado, então... ler o livro dos outros é ótimo por um lado, mas, ao devolver (eu tenho essa mania de devolver), fico me sentindo meio órfã, com uma vontade louca de não me desfazer dele. Fico pensando se não é de comprar o livro só pra tê-lo por perto.

Os últimos que me arrebataram foram um generoso empréstimo da Mimi, ambos do Ruy Castro: 'O Anjo Pornográfico', a biografia do Nelson Rodrigues, e 'Ela é Carioca', a enciclopédia do bairro carioca de Ipanema. Além de ter ficado fã do Ruy, que tem um texto incrível, eu também virei fã do Nelson, esse cara que eu conhecia tão pouco, mas de quem agora me sinto íntima.

Ler 'Ela é Carioca' veio bem a calhar. É que eu vou para o Rio de Janeiro na semana que vem. Vou pro Rio!!! Isso merece muitos pontos de exclamação. Fizemos uma compra por impulso - quem resiste a uma promoção da Gol com trecho a 1 real?

Como agora eu me sinto mais íntima de Ipanema do que nunca, vou lá dar uma conferida nas coisas que aprendi com o Ruy Castro. Pena que muita coisa já não existe mais. Mas vou lá matar a saudade mesmo assim, do ontem e do hoje.

E em homenagem ao meu inesperado final de semana no Rio de Janeiro, um pouquinho do carioquíssimo e ipanemense Tom Jobim. Só porque eu vou pousar no Galeão. E porque estou, sim, morrendo de saudade.

Samba do Avião

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar, praias sem fim
Rio, você foi feito pra mim

Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro

Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar

9 de mai. de 2008

buenos aires: dicas, destaques e comparações com porto alegre (sorry!)

Aí está. Enfim consegui postar no blog tudo o que eu queria dizer sobre nossa viagem a Buenos Aires. Foi de 30 de abril a 5 de maio. Selecionei o que mais chamou a nossa atenção e o que valia a pena contar. Como já tinha comentado no post do dia 6, não resisti e fiz algumas comparações com Porto Alegre. Elas estão nos destaques BA x PoA e se referem ao assunto principal do post. Muitas poderiam se estender ao Brasil, mas preferi não arriscar e falar só aqui dos meus pagos.

A intenção é passar impressões e dicas de quem, como nós, viaja sempre por conta própria, escolhe sozinho os programas, os hotéis, os passeios. Temos aversão a pacotes e excursões de agências e nunca recorremos a eles. Então a nossa visão é diferente de quem viaja com roteiro certo, faz citytour, anda com guia... apesar disso, fizemos vários programas tradicionais que valem a pena.

Também quis deixar aqui o registro dessa viagem, que foi tão boa, certamente inesquecível, assim como serão todas as muitas outras que faremos a Buenos Aires nessa vida, uma cidade que vale ser visitada todo ano. Rezemos para que o câmbio permaneça ao nosso favor, e dá-me dos!

palermo, o bairro

Essa foi a grande sacada dessa viagem: se hospedar em Palermo. É o bairro mais cool de Buenos Aires e passa longe do circuito turístico tradicional, o que permite que você tenha uma experiência muito mais “porteña”, mais autêntica. Os primeiros três dias foram totalmente dedicados a desbravar o bairro, que é enorme e tem atrações para todos os gostos: comida, bebida, compras, fitness, ócio...

esquinas

Buenos Aires é a cidade das esquinas – em cada uma tem um bar ou um restaurante (às vezes uma loja) e em todos dá vontade de entrar. Em Palermo, elas se multiplicam. O bairro é todo quadradinho, as ruas não têm curvas, favorecendo o aparecimento de milhares delas. Não é raro encontrar um cruzamento com quatro opções etílico-gastronômicas, uma em cada esquina. Sem falar nas que ficam no meio das quadras.

las cañitas

Este núcleo etílico-gastronômico fica dentro do bairro de Belgrano e é perto de Palermo (uns 8 pesos de táxi). Literalmente, aqui tem um restaurante ao lado do outro, a maioria na rua Baez. Muitos se transformam em baladas depois de um certo horário, o que é bem comum em Buenos Aires. Fomos duas vezes lá: a primeira na pizzaria Morelia, superconcorrida e aconchegante. Provamos uma gostosa pizza feita na parrilla. Mas o melhor foi a sobremesa, sobre a qual já falei no post do dia 1º. Outro dia me dei conta de que esse doce foi tão bom que praticamente saciou minha vontade de comer sobremesa em BA (perdi a vontade de comer os “postres”!).

A segunda vez foi no almoço do feriado. Já eram 4 da tarde quando sentamos no La Fonda del Polo e pedimos uma parrillada completa, com direito a rins, tripas e tudo o mais. Eu quis porque gosto da morcília – o Fredo não suporta nada disso – e até me aventurei a provar aquelas partes todas. Mas me certifiquei de que não é a minha praia.