9 de mai. de 2008

chá do hotel alvear

Tomamos um indescritível chá da tarde no Hotel Alvear. Não fosse minha jeans skinny, teria me sentido a própria Maria Antonieta. Foi, sem dúvida, a grande descoberta da viagem. Fizemos a reserva ainda em Porto Alegre, chegamos lá antes do horário (começa pontualmente às 17h), depois de passar o dia passeando pela Recoleta, e ficamos lá, esperando ansiosamente pelo momento de adentrar aquele salão a la século XVIII. Nossa mesa era no aconchegante jardim de inverno. O serviço é impecável, as louças são especiais, os talheres são de prata, os guardanapos são made in Italy. O chá é composto por sanduichinhos, pãezinhos e docinhos delicados e deliciosos, acompanhado por chá e uma taça de espumante. Que momento!

Na recepção do hotel Alvear, como Maria Antonieta.

Antes de atacar as guloseimas, pausa pra foto.

Agora mais de perto.

Dispensei o adoçante para usar o torrão de açúcar no chá. Chique, chique, chique!

o centro

O Centro de Buenos Aires concentra centenas ou milhares de prédios históricos, a maioria bem conservada, o que ajuda a tornar o bairro bonito. No Brasil, com raras exceções, o centro de qualquer grande cidade é feio, cinza e sujo. Lá, não. Ok, o Centro não é lá muito limpinho, mas é visível a preocupação que a cidade tem com a sua história. Prova disso é que Buenos Aires – que bem poderia ser cravada de arranha-céus – é uma cidade relativamente baixa, porque eles não saíram derrubando tudo, preferiram conservar, restaurar.

O mais inacreditável do Centro de Buenos Aires é o fato de que ali se pode andar tranqüilamente num domingo à noite – repito: NUM DOMINGO À NOITE – sem ser assaltado e sem morrer de medo. Foi o que fizemos no dia 4, quando saímos do hotel Íbis, onde nos hospedamos depois dos três dias em Palermo, e fomos caminhando pela Avenida de Mayo, cruzamos a 9 de julho, chegamos na Lavalle, enfim, ficamos ali caminhando até cansar, para então escolhermos um restaurante para jantar. Isso tudo num domingo após as 22 horas.

BA x PoA: Centro. Você andaria em plena Borges de Medeiros num domingo à noite? Ou na Andradas? Você faria isso com tranqüilidade? Em Buenos Aires isso é possível. Não estou dizendo que lá não tem criminalidade, mas céus!, tem bem menos que aqui. É duro constatar isso, porque eu estava aqui do lado, é América do Sul igual. E mais: Buenos Aires é muito, mas muito maior que Porto Alegre.

Na Av. Corrientes, na altura da Casa Rosada, a gente vê o Obelisco lá longe, bem no meio. Isso que é simetria!

Outro prédio belíssimo em plena Calle Florida.

O prédio da Galerias Pacífico nem parece de um shopping.

Em frente à Plaza San Martín tem esse prédio do hotel Plaza com uma H.Stern na esquina. Um charme.

6 de mai. de 2008

uuuufaaa...

Affffmaria, tô de volta. Viajar é bom, mas também pode ser bem cansativo! Chegamos ontem por volta das 23h30, depois de uma verdadeira epopéia no aeroporto de Ezeiza, com direito a briga com os funcionários da Gol de lá. Putz! Resolveram implicar com as nossas inofensivas 18 garrafas de vinho! Míseras 18! Não dá nem pra 1/5 do inverno!

Apesar do retorno nem tão glamuroso, valeu cada minuto. Tô doida pra registrar aqui. Infelizmente, depois do post naquele tempinho que sobrou na Solar Soler, não consegui mais parar. No Íbis, mesmo que eu quisesse, no way: a internet é paga (aaargh! peguei asco a essa palavra). E hoje saí trabalhando direto sem tempo de respirar.

Mas vou preparar um material bem legal sobre Buenos Aires, porque é irresistível. Quero fazer uma comparação BsAs X Poa. Bah, por mais injusto que seja, vou fazer, azar. Tá tudo aqui na cuca, ainda não sei quando terei tempo pra escrever e pra baixar as fotos, que ainda estão na máquina. Mas será em breve, porque meus dedos estão coçando.

Agora, o mais difícil depois de 6 dias longe de casa: voltar a comer que nem gente normal. Sim, porque turista come diferente. Hoje foi saladinha e peixe grelhado no buffet do Brique. No jantar (que saudade da comida do Fredo!), filé acebolado com arroz branco e saladinha. Mmmmm! A gastronomia é uma das melhores partes de qualquer viagem, mas o saldo é quase sempre péssimo. Nada como estar em casa para fazer as pazes com a balança e com a nutricionista.

1 de mai. de 2008

tem internet na Solar Soler...

É óbvio que tem internet. Ñ resisti e vim postar um pouquinho. Apesar de o meu notebook ter teclado em espanhol e eu estar bem habituada, esse aqui ñ tem o "til" em lugar nenhum, entao me perdoem os erros. Pelo menos o "nao" eu posso escrever com o ñ, que facilita horrores.

Hoje é o nosso segundo dia aqui em BA. Ontem foi bem cansativo, viajar sempre cansa e como eu estava tri ansiosa e ñ tinha dormido direito as últimas noites, cheguei aqui podrinha. Mas deu pra aproveitar. A pousada que estamos fica em Palermo, o melhor bairro de BA. Se chama Solar Soler, porque fica na rua Soler. Palermo é dividido em vários sub-bairros, aqui é o Palermo Hollywood. Passando o trem, está Palermo Soho, onde estao muitos bares e restaurantes legais.

Mas aqui em Hollywood também tem vários locais para comer e beber. Ontem almoçamos no Carita Morena um menu executivo. Mooorro de inveja dos porteños que podem almoçar desta maneira: entrada, prato principal, sobremesa e café. Querendo, uma taça de vinho. Tudo por módicos 20 pesos, por aí. Por que em Porto Alegre tem só buffets e a gente come correndo? Aqui é tudo mais calmo, as pessoas têm menos pressa.

É inevitável comparar os lugares que a gente visita com o lugar que mora. Ficar achando o que é melhor e o que é pior. Pois bem, taí algo que me faz invejar os porteños. Os menus executivos, baratos, ótimos e na medida certa.

À noite, depois de uma boa dormida na pousada para espantar o cansaço, fomos a Las Cañitas, um dos bairros mais boêmios de BA. Fomos na Morélia, uma pizzaria, e provamos uma gostosa pizza à parrilla. Mas o melhor foi a sobremesa: Dulce Julieta, um bolinho tipo brownie, com chocolate e nozes, mais chantili e sorvete de chocolate. Divino! O jantar todo saiu por 100 pesos, o que dá menos de 60 reais, com direito a Stella Artois de litro. Ou seja, baratinho!

Bom, eu poderia contar o que fiz hoje, mas como nem pretendia postar nada durante a estada em BA, vou ficando por aqui. Um dia de defasagem tá mais que bom. Ah, e ñ revisei nada, portanto, perdoem os erros, além da falta de "til".

Hasta la vista! Fotinhos depois, só vou baixar em casa!

27 de abr. de 2008

miniférias

Agora sim, falta bem pouco. Daqui pouco mais de dois dias estaremos em Buenos Aires. Estou ansiosa! Tem tanta coisa que queremos fazer, que às vezes acho que não vai dar tempo. Apesar de não ser nossa primeira vez lá, temos muito pra ver, os restaurantes, os vinhos, as compras...

Nesses últimos dias eu trabalhei um monte (e ainda tem dois dias de muito trabalho) pra deixar tudo em ordem lá na empresa e poder viajar tranqüila. Por isso não escrevi nos últimos dias, e também porque eu já postei muito no mês de abril (teve toda a história do Ricardo e da Fê). Pior é que eu acho que vou ficar mais vários dias sem dar as caras por aqui, pois, sinceramente, sentar num cyber café em BA e acessar a internet não está nos meus planos. Mas pretendo registrar os momentos mais legais e fazer vários posts durante o mês de maio sobre a nossa viagem à capital argentina.

Lembrei agora de uma coisa: desde as nossas férias em Salvador (verão de 2005), eu costumo anotar as coisas que fazemos num papel. Quando chegava em casa, passava a limpo num arquivo de Word, num formato de diário. Fazia isso simplesmente pra não esquecer das coisas que tínhamos feito, os lugares visitados, essas coisas todas. Tá lá, guardado numa pasta do computador, e nunca ninguém leu. Mas agora eu tenho o blog! Vai ser muito legal poder registrar aqui, com direito a fotos (e quem sabe vídeos!) todas as minhas viagens.

Preciso viajar mais!

22 de abr. de 2008

adri de volta


Eba! A boa notícia do dia é que Adriana Calcanhotto está com novo disco. Finalmente! Maré está nas lojas e a Adri começa turnê por Buenos Aires, depois Portugal, e só depois Brasil, por Sampa e Rio. Em Porto Alegre ela só dá as caras em setembro. Dessa vez vou vê-la ao vivo! É uma vergonha, mas eu nunca fui a um show da Adri, ela gaúcha que é. Mas ok, eu aguardei pacientemente por esse momento, e vou ter que esperar mais uns meses, mas já coloquei um lembrete no meu outlook pra ele me lembrar de eu ir atrás de ingresso já em agosto, porque perder esse show é algo totalmente fora de cogitação.

Verdade seja dita, eu só descobri Adriana Calcanhotto há bem pouco tempo, o que talvez explique o fato de nunca ter ido a um show dela. Ela que já tem uma longa carreira, com alguns hits emplacados até mesmo em novelas da Globo. Eu achava as músicas bonitinhas, mas só conhecia os hits mesmo.

Eu estou convencida de que a gente só conhece mesmo um artista quando ouve o lado B. Não, eu não tenho mais 3 em 1 nem long plays em casa. Quero dizer que é preciso conhecer as músicas (e também os artistas) que não tocam na rádio nem na TV, aquelas que não são as músicas de trabalho, sabe?

Foi assim que eu conheci a Adri. Ouvi um disco, pulei as mais conhecidas e fui descobrindo, uma a uma, as músicas maravilhosas que ela faz e canta. A voz dela é algo que me acalma e me emociona. As poesias são perfeitas, as melodias também. Tá, tem umas maluquices que, dependendo, me fazem pular umas faixas, mas no geral, Adri é TUDO DE BOM. Sem querer ser clichê mas já sendo, uma das melhores, das maiores, das mais talentosas de sua geração. Longa vida a Adriana Calcanhotto.

Já dá pra ouvir as músicas novas dela no site. Tem também as críticas que estão saindo sobre o novo disco. Adri voltou com tudo.

21 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo VII

a confirmação

22 de março de 2007 (essa data eu tenho que confirmar): pela primeira vez os quatro saem juntos. Era pra comemorar 1 mês de namoro. Os dois casais se encontram no Riverside's da Nilo Peçanha. Fernanda e Fredo, Fê e Ricardo.

Primeiro susto: Ricardo está com o cabelo todo moderninho, penteado pra cima com gel, e usando uma roupa superdescolada. Bem diferente do que Fernanda estava acostumada a ver nas reuniões da AJE. O que faz uma mulher estilosa na vida de um homem!

Segundo susto: em menos de 15 minutos de conversa, a bomba:

- Vamos nos casar.

- O quêêêêê???????

- Isso mesmo, vamos casar. Já até marcamos data. 2 de dezembro.

Era demais aquilo. 1 mês de namoro e iam casar? A explicação era simples e não deixava muita margem pra discussão: tem gente que namora trocentos anos e quando casa, acaba separando rapidinho. A gente se conheceu, se curtiu, se apaixonou. Por que não casar, só porque todo mundo acha que é rápido demais?

- Ok. Mas eu vou ser madrinha.

Bom, o resto da história mais ou menos dá pra imaginar. O casório acabou sendo adiado para 19 de abril de 2008, só porque o União não tinha salão disponível no dia 2 de dezembro. É claro que eles foram se conhecendo, umas briguinhas rolaram, o Ricardo sempre perguntando pra Fernanda por que ela não avisara que a Fê era tão brava. Mas os dois gênios se complementam, Fê e Ricardo se completam.

E eu, Fernanda, cupido, madrinha, amiga, aguardo ansiosamente pelo casamento de minha melhor amiga. (que já passou, mas eu escrevi essa história antes, é o que vale).

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo VI

a certeza

Fernanda está de férias no Rio de Janeiro. Não fala há alguns dias com Fê. De repente, um torpedo chega dizendo mais ou menos assim:

- Fê, acho que tu me apresentou o homem da minha vida...

Fernanda acha graça e responde:

- Que bom amiga, mas vai com calma, conhece bem o menino primeiro...

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo V

o medinho

Feriado de carnaval. Fernanda está novamente em Tramandaí, na casa de seus pais. Fê não pôde ir pra praia, tinha plantão no hospital. Mas ligou para a amiga, e então elas conversam longamente sobre os últimos acontecimentos.

- O Ricardo é legal, mas não sei não, ele tem aquela carinha de bonzinho, mas não é bem o meu número. É muito diferente do perfil de homem com quem eu venho me relacionando...

- Fê, mais um motivo pra apostar! Dá uma chance! Quem sabe ele não é quem tu tá procurando? Tu vai ficar dando murro em ponta de faca? Tenta, pelo menos tenta! Se não der em nada, tudo bem, mas tenta!

20 de abr. de 2008

cantei, caaaanteeeei....

Ufa, passou. Finalmente aconteceu o casório dos meus amigos Fê e Ricardo. E finalmente eu cantei a música que venho ensaiando há mais de um mês. Fiz uma homenagem pra eles! Foi bem bonito, apesar de eu não ter cantado tão bem... tava muito nervosa. Mas naquele espírito de que "o que vale é a intenção", acho que consegui passar o recado. A música foi Só tinha de ser com você, que eu postei uns dias atrás. Ela conta mesmo a história dos dois...

História, aliás, que estou contando aqui. Tem mais uns capítulos. A idéia era terminar no dia do casamento, mas eu errei nos cálculos hahahahaha

Nossa, tô na maior ressaca. Como eu fiquei só na água sem gás e sem gelo até a hora de cantar, depois que passou eu quis tirar o atraso, daí já viu. Chutei o pau da barraca. Melhor nem comentar. Só sei que dancei, cantei e me diverti como se não houvesse amanhã.

Fê, Ricardo, obrigada pela superfesta! E aproveitem a lua de mel!

É claro que eu levei minha máquina fotográfica. As fotos abaixo são as que se salvaram, pois as outras denunciam demais o estado da fotógrafa.



a noiva tava linda! atrás, o noivo ouvindo uns conselhos.


eu e mana!


Ale, Gugu, tio Fernando (acho...) e eu.


família trapo!


Mana e Ale. na mesa, o chapéu de fada-madrinha que acabou com o meu penteado.

19 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo IV

a explicação do inusitado encontro

Fernanda liga ou recebe ligações dos amigos (não lembra direito). Fala com ambos e se diverte muito com a situação. Eis o que aconteceu.

“Fê foi ao Barbazul, tinha festa dos residentes do Hospital Conceição, onde trabalha. Ricardo foi ao mesmo lugar, meio a contragosto, por insistência dos amigos. Mas ele não estava muito a fim daquilo, porque estava doente e tomando remédios, não podia nem beber uma cervejinha.

Fê estava "de rolo" com um cara que estava por lá, talvez um residente. Ela daquele jeito, meio estressada e talvez não de muito bom humor. Não tinha ficado com o tal cara. De repente, ela se depara com o Ricardo e o reconhece da foto que Fernanda mostrara em Tramandaí alguns dias atrás.

Boa fisionomista, não teve dúvidas: começa a olhar pro rapaz. Ricardo não entende nada, só percebe que tinha uma guria interessante olhando muito pra ele, e rindo! Aquilo começa a ficar meio estranho. Fê decide partir pro ataque. Chega perto e pergunta: tu não é o Ricardo, amigo da Fernanda Vier?

Ricardo toma um choque, engole em seco e diz: sou! Como é que tu sabe? E a Fê, rindo, explica tudo. Ele, então, liga os pauzinhos e lembra do que Fernanda dissera no outro dia a caminho de São Leopoldo. Era ela! Nossa! Que viagem! Que loucura!

Naquela noite, rolou um beijo. Ricardo ficou bobo, de queixo caído, não queria acreditar naquela história maluca. A Fê também se emocionou, mas um pouco menos, achou o rapaz interessante, ficou impressionada com a coincidência, mas não achou, naquele momento, que o Ricardo seria o homem da sua vida.”

18 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo III

o inusitado encontro

É madrugada de um dia de semana qualquer de fevereiro e Fernanda dorme em sua casa. De repente, o celular faz um barulho, era um torpedo que tinha chegado. Ela acorda e lê. Dizia assim:

- Ferzinha, tô aqui no Barbazul e conheci o Ricardo.

Hein???

Fernanda volta a dormir, mal acreditando no torpedo que acabara de ler.

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo II

a apresentação pra ele

Fernanda e Ricardo estão em um carro em direção a São Leopoldo, onde vão participar de uma reunião com a AJE de lá. Ricardo conta que está saindo direto na noite e que está preocupado, pois gostaria de sossegar um pouco, mas não conheceu ninguém interessante e a mulherada está violenta, "atacando" mesmo.

Fernanda aproveita a oportunidade e diz:

- Ricardo, tenho uma amiga pra te apresentar. Ela é minha melhor amiga, conheço desde criança. O nome dela é Fernanda também, ela é enfermeira, inteligente, bonita, estilosa... um dia vou levá-la num evento da AJE e vocês vão se conhecer.

O assunto não rende muito mais que isso e logo estão falando de outras coisas.

16 de abr. de 2008

o casamento da minha melhor amiga - Capítulo I


a apresentação pra ela

O cenário é a casa dos meus pais em Tramandaí. Eu serei chamada de Fernanda, enquanto a protagonista da história será chamada de Fê.

Fernanda e Fê estavam papeando naquela tarde de fevereiro (ou seria janeiro?) de 2007. A primeira tomava uma cervejinha (óbvio), Fê decerto bicava um refri. O assunto eram os relacionamentos dela: os que até deram certo, os que não deram, os que foram uma tragédia. E a Fê quase conformada com o fato de, aos 29 anos, ainda não ter encontrado sua cara-metade.

Mas Fernanda fica meio indignada com a falta de sorte da amiga. A Fê merecia encontrar alguém legal! Ela começa a pensar se não tem um amigo, um conhecido solteiro e boa pinta que pudesse apresentar à amiga. Lembra de uma ou outra pessoa (ela não tem taaantos amigos solteiros assim), liga seu notebook e diz: vou te apresentar uns amigos, tem umas fotos aqui, quem sabe a gente não descobre alguém legal?

Fê olha pra primeira foto, a da festa de posse da gestão 2005 da Associação de Jovens Empresários de Porto Alegre. Eram os vices da época: Fernanda, Gabriel e Ricardo (o da direita na foto acima) . O Gabriel era (é) comprometido, mas o Ricardo estava solteiro há alguns meses. Era o alvo. Fernanda diz:

- Fê, esse aqui é o Ricardo, é meu vice na AJE. Guri bom, bem legal, está solteiro, só fazendo festa, mas eu sei que, lá no fundo, ele tá a fim de namorar. Que tal? Quando começarem os eventos da AJE, vou te convidar pra um AJE Debates no Dado Bier e te apresento.

Fê olha a foto e diz:

- humm, não sei, mais ou menos. É, bonitinho, mas sei lá... quantos anos ele tem? O que faz? É formado? Mora onde?

Fernanda responde às perguntas e procura outras fotos do Ricardo. Encontra umas mais recentes, de um churrasco. Ele sem camisa. Fê:

- xiii, mas tem uma barriguinha...

Fernanda defende:

- não, mas é que a gente tava bebendo ceva, ele tava relaxado... acho que ele nem tem barriga nada.

Dão umas risadas e logo estão falando de outras coisas.

(continua)

música e poesia

Nunca fui boa leitora de poesia, mas agora sei que, tendo melodia, eu amo poesia. Porque daí vira música, e eu amo música.

Tem uma em especial que estou ouvindo e cantando exaustivamente nos últimos meses. Meu chuveiro sabe decor. É do Tom Jobim. Dizem que não é a melhor música dele, mas afinal, quem se importa? Ela conta, de certa forma, uma história que eu estou doida pra contar, mas ainda não posso. Por enquanto fica só essa pitada pra aguçar a curiosidade.

Só Tinha De Ser Com Você
Antonio Carlos Jobim / Aloysio de Oliveira

É, só eu sei
Quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você

É, só tinha de ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você

É, você que é feita de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonita demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim